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Lei Di Dai e a maconha: “Mesmo que as pessoas fumem, elas ainda não assumem”

Por Silvano Mendes

A cantora, compositora e ativista Lei Di Dai está em turnê pela Europa até o início de setembro. Além dos shows em quatro países, durante sua passagem pelo velho continente ela grava músicas para seu próximo EP e participa de um projeto com mulheres vindas de países em conflito. Defensora da legalização da maconha, ela diz que o Brasil deveria se inspirar de experiências de sucesso sobre o tema na Europa.

Lei Di Dai ficou conhecida como um dos principais nomes do Dancehall no Brasil. A paulistana mistura esse estilo musical jamaicano nascido nos anos 1970 com influências diversas, que vão de Nina Simone a Tim Maia, e vem cativando os fãs nessa terceira turnê no Velho Continente. “Estou muito feliz com os resultados na Europa e no ano que vem com certeza vamos ter outra turnê”, planeja a cantora, que já fez escala na Itália, Alemanha, Holanda antes de uma maratona de shows no Reino Unido.

Nas terras da rainha Lei Di Dai - cujo nome não foi inspirado da famosa princesa -também participa pela segunda vez do Grrrl, um projeto organizado pela Universidade de Manchester que reúne artistas, sempre mulheres, vindas de países em situação de guerra, revolução ou conflito. Para ela, o Brasil se enquadra nesse contexto por estar em plena revolução. “Vivemos um momento incerto e as pessoas não sabem como vai ser o futuro”, comenta a cantora, que faz parte da iniciativa junto com artistas como Awa, do Zimbábue, Wiyaala, de Gana, ou ainda Sohini Alam, de Bangladesh, entre outras.

Defensora da maconha e da cultura nas periferias

Além de sua música, Lei Di Dai também ficou conhecida no Brasil por encabeçar desde 2012 o projeto Gueto pro Gueto, uma espécie de festa itinerante que leva música e ateliês artísticos para as periferias de São Paulo. “Montamos um palco onde as pessoas podem se manifestar culturalmente. Não sou a única a cantar para eles. Os moradores da comunidade também cantam para a gente. É um dia bem feliz para todos”, relata a cantora, que vê a música como um instrumento social.

Outra causa defendida pela artista é a luta pela legalização da maconha, tema recorrente em suas músicas. “O Brasil tem que se espelhar em países onde o consumo é legalizado e onde as pessoas estão evoluídas”, comenta, relatando sua experiência recente em Amsterdã, onde o consumo de algumas drogas é regulamentado. Mas para ela, que já teve alguns trabalhos censurados, o Brasil ainda tem um logo caminho a percorrer sobre o assunto. “Mesmo que as pessoas fumem, elas ainda não assumem”, conclui.

Ouça a entrevista completa clicando na foto acima.

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