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Neymar chega para suprir a "falta de heróis" no Brasil, diz Le Figaro

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O jornal Le Figaro explica como a chegada de Neymar ao PSG transformou o craque em herói dos brasileiros. RFI/ le figaro.fr

Le Figaro desta sexta-feira (8) traz uma matéria sobre a chegada de Neymar ao clube Paris Saint Germain, que, segundo o jornal, transformou o craque em herói dos brasileiros. "O Brasil vibra no ritmo de Neymar, o parisiense", diz a manchete do diário.


Para o correspondente do Le Figaro no Rio de Janeiro, Michel Leclerc, "tudo mudou" desde que o jogador brasileiro desembarcou em Paris no começo de agosto. "Agora os dois principais canais esportivos no país, SporTV e ESPN, retransmitem todas as partidas do PSG e frequentemente até da Liga 1", destaca o jornalista.

Segundo ele, esse fenômeno tem uma principal explicação: "o Brasil está em falta de heróis", escreve. Por isso, "a imagem do jogador recebido como um rei da Cidade Luz - que chegou a iluminar a torre Eiffel com as cores do Brasil -, aqueceu o coração dos brasileiros, que são obrigados a enfrentar diariamente um cotidiano de violências, crise e corrupção", reitera Le Figaro

Alegrias e bons negócios

O efeito Neymar, segundo o jornal, traz muitas alegrias, mas também bons negócios. O repórter cita como exemplo os três franceses que fundaram, em 2012, a escola do PSG no Rio. Todo o burburinho sobre a chegada do craque no clube parisiense dobrou a quantidade de pequenos esportistas que querem treinar no local. A procura é tão grande que os três sócios esperam abrir novas escolas no Rio, além das três que já existem na capital fluminense, e outras em São Paulo.

A vinda de Neymar ao clube parisiense também gerou um lucro extra para as lojas esportivas. Em vários estabelecimentos do setor no Brasil, a camisa 10 do PSG esgotou.

Segundo Le Figaro, "depois que Neymar saiu da sombra de Messi", a grande expectativa dos brasileiros é se o craque poderá conquistar a Bola de Ouro, como ele tanto almeja. As opiniões sobre essa questão se dividem.

Para o ex-jogador Vampetta, que já jogou no PSG, não será vestindo a camisa do clube parisiense que Neymar receberá o prêmio máximo do futebol já que, segundo ele, o PSG não vencerá a Liga dos Campeões. Já o correspondente do jornal O Globo em Paris, Fernando Eichenberg, acredita que todo o apoio dos torcedores, da imprensa e do clube na capital francesa podem favorecer o craque. Mas, para o jornalista esportivo Juca Kfouri, da Folha de S. Paulo, tudo vai depender se Neymar souber domar o sucesso e não sucumbir "às delícias da vida de pop star", como aconteceu com Ronaldinho.

"A resposta, como acreditam os brasileiros, será dada pelo jogador nos gramados", seja no Parque dos Príncipes, seja com a Seleção Brasileira, conclui o jornal Le Figaro.