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Lula Brasil Corrupção Supremo Tribunal Federal Condenação

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Condenado a quase dez anos de prisão, Lula depõe novamente em Curitiba

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Lula obteu menos apoio popular do que o esperado REUTERS/Paulo Whitaker

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado em julho a quase dez anos de prisão, será interrogado novamente nesta quarta-feira (13), em Curitiba, pelo juiz Sérgio Moro, em outro processo por "corrupção passiva".


Lula, que recorre em liberdade e pretende se candidatar às eleições presidenciais em 2018, chega debilitado neste processo, após seu ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci admitir que as acusações contra o líder histórico de esquerda têm fundamento.

O Partido dos Trabalhadores (PT) promete mobilizar a militância para defender seu fundador, de 71 anos, mas a expectativa é de que reúna menos gente que no depoimento anterior, em 10 de maio, quando mobilizou cerca de 7 mil pessoas em Curitiba.

Um contingente de mil policiais foi mobilizado para controlar eventuais incidentes em Curitiba; O depoimento de Lula está previsto para começar às 14h no horário de Brasília. Moro julga se a construtora Odebrecht pagou um terreno para o Instituto Lula, em São Paulo, e colocou à disposição da família do ex-presidente um apartamento em São Bernardo do Campo.

O ex-presidente já foi condenado por Moro em julho passado a 9 anos e meio de prisão por ser beneficiário de um tríplex no Guarujá ofertado por outra construtora, a OAS, em troca de sua influência para obter contratos na Petrobras.

Cinco acusações

O presidente enfrenta atualmente cinco acusações, que vão de corrupção passiva e lavagem de dinheiro até organização criminosa e tentativa de obstrução da justiça.Mas o ex-líder sindical se declara inocente e denuncia uma perseguição que visa impedir seu retorno ao poder e acabar com seu partido, o PT.

Essa linha de defesa está quase caindo por terra, uma vez que seu ex-ministro da Fazenda e membro da cúpula do PT Antonio Palocci afirmou na semana passada a Moro que a denúncia que será tratada nesta quarta "procede porque os fatos relatados nela são verdadeiros".

Segundo ele, a Odebrecht efetivamente pagou pelo terreno do Instituto Lula em São Paulo e colocou à disposição de sua família um apartamento em São Bernardo do Campo. Lula vive um momento muito ruim. Sua recente caravana de três semanas pelo nordeste, sua base eleitoral, não registrou concentrações em massa que poderia fazê-lo ganhar força ante um cerco judicial cada vez mais estreito.

Dilemas do PT

O PT não consegue se reerguer. Com muitos de seus líderes históricos acusados ou presos, a ex-maior força da esquerda da América Latina tenta ainda curar as feridas do impeachment de Dilma em 2016. Nas eleições municipais de outubro passado, o que chegou a ser o maior partido de esquerda do ocidente sofreu uma derrota histórica.

(Com informações da AFP)