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Oposição aposta em conflito com Maia para barrar Temer em 2ª denúncia

Já chegou à Câmara dos Deputados a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer. Desta vez, Temer é acusado de obstrução da Justiça e de liderar uma organização criminosa formada por integrantes do PMDB.

A expectativa é que a denúncia seja votada em outubro na Câmara dos Deputados. O presidente Michel Temer será notificado e depois o caso segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O governo quer acompanhar de perto a escolha do relator para definir as estratégias a serem traçadas.

Temer terá dez sessões do plenário para apresentar a sua defesa na CCJ. De lá a denúncia segue para o plenário, onde serão necessários 342 votos dos 513 deputados para que a Câmara autorize o Supremo Tribunal Federal (STF) a abrir o processo contra o presidente. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, promete uma tramitação rápida, assim como ocorreu na primeira denúncia contra Temer, por corrupção passiva, que foi barrada em agosto pelos deputados.

Por outro lado, Maia aproveita a posição estratégica que ocupa como presidente da Câmara para fazer pressão contra Temer nesse momento delicado. O deputado está insatisfeito com investidas do PMDB para abocanhar mais políticos ao seu partido para concorrer às eleições do ano que vem. O problema é que Temer está negociando com os mesmos parlamentares que o Democratas, partido de Rodrigo Maia, já vinha conversando. É o caso, por exemplo, do senador Fernando Bezerra, que era do PSB. Rodrigo Maia tem feito críticas abertas contra Temer e participado de encontros com opositores.

Ao mesmo tempo, Maia joga panos quentes. Na quinta-feira (21) ele disse que a crise entre PMDB e DEM está encerrada e que o Planalto entendeu o seu recado. Mas as negociações políticas estão por todos os lados. Na quinta à noite, o prefeito de São Paulo, João Dória, ofereceu um jantar em sua casa em homenagem a Maia.

Reação do Palácio do Planalto

O Planalto diz que o Supremo Tribunal Federal é soberano e que agora vai trabalhar em busca de votos para derrubar a segunda denúncia. Temer vai tentar convencer os deputados dizendo que a economia está indo bem e que, por isso, deve ficar até o fim do mandato. O governo quer passar a ideia de que vai continuar trabalhando mesmo com a tramitação da denúncia, mas sabe que as reformas que o presidente tanto quer ver aprovadas vão ter que esperar mais uma vez. Assessores de Temer jogam a culpa no Ministério Público Federal, que segundo eles, está dificultando a vida da Presidência.

A oposição também já trabalha por votos e aposta inclusive neste conflito entre Temer e Maia, que pode enfraquecer a base aliada do governo. Segundo o deputado Alessandro Molon, do partido Rede, “esse conflito entre o presidente da Câmara, dos Democratas, e ministros do governo Temer, do PMDB, mostra que a base de sustentação desse governo está desmoronando. E uma base fragmentada, em conflitos internos graves, é uma base que vai ter muito mais dificuldade para barrar o andamento da segunda denúncia criminal contra Temer, que está vindo do Supremo para a Câmara”.

O deputado Júlio Delgado, do PSB, disse que a baixa popularidade do presidente pode pesar na decisão dos colegas, além da possibilidade de novas delações. Já o vice-líder do PMDB, deputado Carlos Marun, disse que a denúncia atrapalha o governo, mas é frágil. “Atrapalhar, atrapalha. Atrapalhar, já atrapalhou. Atrapalhar, já está atrapalhando. Isso faz parte. Cabe a nós ter o devido senso de responsabilidade para priorizarmos as coisas. Eu diria que, pela fragilidade da denúncia, talvez ela não consiga nem paralisar o andamento das coisas”, afirmou Marun.

A denúncia chegou à Câmara em meio a novas acusações do delator Lúcio Funaro. Ele disse ter certeza que o presidente Temer recebia propinas de um esquema do PMDB na Caixa Econômica. Em nota, a Presidência disse que Funaro continua espalhando mentiras.

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