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“Não existe salvador da pátria”, afirma prefeito do PSDB em visita a Paris

Por Claudia Giuza Mercier

O prefeito da cidade mineira de Contagem, Alex de Freitas (PSDB), veio a Paris, convidado pela universidade Sorbonne, onde ministrou uma aula magna para a comunidade lusófona sobre "Os desafios da gestão municipal frente ao cenário de crise econômica brasileira". Ele é o primeiro prefeito brasileiro a participar desse tipo de solenidade na instituição.

Além do convite da universidade, o prefeito visitou a cidade Aulnay-sous-bois, na região parisiense, que passou por um processo de desindustrialização e precisou buscar alternativas para não impactar na receita do município.

A cidade francesa precisou fazer um reordenamento do território, atraindo empresas menores. “O poder público pode se relacionar com o privado, desde que seja feito com transparência”, pontuou o prefeito.

Lei de Responsabilidade Fiscal

Em Paris, Freitas anunciou projetos audaciosos para o município de Contagem, como a extensão do metrô e a criação de oito escolas em tempo integral até 2020. Questionado sobre a situação de Minas Gerais, Estado com mais prefeituras em situação de calamidade financeira, o prefeito assegurou que seu governo respeitará a Lei de Responsabilidade Fiscal.

“É perfeitamente possível, desde que seja feito com planejamento e muito respeito ao dinheiro público. O que a gente está fazendo é gastar dinheiro onde as pessoas mais esperam que cheguem os benefícios.”

Reforma política para combater a corrupção

Sobre a crise política e os inúmeros escândalos de corrupção no Brasil, o prefeito defende uma ampla reforma política para que o país volte a crescer economicamente e conquiste a confiança da população.

“O Brasil já experimenta a punição dos responsáveis, algo que a sociedade brasileira não via, todo mundo achava que isso não daria cadeia. Quem detém o poder não era preso. Sem a reforma política, os erros vão continuar acontecendo e se sucedendo”, disse Freitas.

Eleições presidenciais

Questionado sobre o cenário para 2018 e qual será a postura do PSDB diante das eleições presidenciais, o prefeito é categórico. “Não existe uma aposta segura. Não existe salvador da pátria, não está nem no meu partido nem fora dele. O que vai haver é a necessidade de compreender o ambiente político e a situação que a sociedade vê a política.”

“Vejo na figura do governador Geraldo Alckmin um homem de bem, um homem que tem grandes realizações no Estado de São Paulo, é um bom quadro para disputar a presidência, mas sozinho ele não vai conseguir fazer isso.”

Apesar de serem da mesma legenda e Estado, o prefeito da terceira cidade mais importante de Minas, afirma não defender o senador Aécio Neves.

“O senador tem que responder agora ao judiciário, ele tem um amplo direito de defesa, se tiver culpa, tem que ser responsabilizado, banido da política. Se for inocentado, que volte e reconstrua a sua popularidade. Eu não posso defender que a justiça puna aqueles que são do meu partido ou os meus aliados. O país precisa expurgar todos os corruptos.”

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