rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
Linha Direta
rss itunes

Apesar de barulho da oposição, Temer se livra de segunda denúncia

Depois de mais de 12 horas de sessão, a Câmara dos Deputados enterrou de vez a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer por organização criminosa e obstrução de Justiça. Os ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Moreira Franco, da Secretaria-Geral, também se livraram das acusações.

Luciana Marques, correspondente da RFI em Brasília

Temer vai continuar à frente do Palácio do Planalto até 31 de dezembro de 2018 e só depois que deixar a Presidência poderá ser julgado. Ninguém esperava era que, no meio de todo esse processo, o presidente Temer iria passar mal e ser internado. O clima mudou completamente no plenário da Câmara e contribuiu para que a sessão se arrastasse ainda mais. Agora que a denúncia foi arquivada, o Planalto e o Congresso devem disputar a agenda de votações daqui pra frente.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tem afirmado que a Casa não pode ficar à reboque do governo. Ele acredita que o Planalto não terá força para votar a reforma da previdência, por exemplo, e defende mudanças pontuais por projeto de lei. Maia, que é do Rio de Janeiro, também quer emplacar projeto sobre segurança pública para aumentar penas por tráfico de drogas e armas.

Presidente é hospitalizado

Mas como ainda não se sabe o estado de saúde exato do presidente, que passou mais de sete horas no hospital na quarta-feira (25), os políticos ainda tentam entender a situação e aguardam mais notícias antes de definir a agenda de votações. Em nota, a Presidência disse que Temer passa bem e, seguindo orientação médica, vai repousar em casa.

O presidente foi submetido a uma sondagem por vídeo, por conta de uma obstrução urológica, depois de apresentar desconforto no fim da manhã de quarta-feira (25). Temer foi atendido no Hospital do Exército. Já em casa, ele postou uma mensagem em rede social dizendo que estava bem e que vai ficar de repouso nos próximos dias.

Além do estado de saúde do presidente Temer, a estratégia da oposição também contribuiu para que a sessão durasse horas e surpreendeu os governistas. A oposição não registrou presença, fez um palanque alternativo do lado de fora, levou cartazes e fez muito, muito barulho. O deputado Chico Alencar, do Psol, foi um dos que discursou no salão verde. "A sessão da compra de votos, da barganha, tudo com o objetivo de blindar o presidente ilegítimo e postiço", declarou.

A oposição conseguiu o que queria: tempo de exposição e arrastar a votação da denúncia até a noite, quando os jornais de televisão estão no ar. Mas não foi só a oposição que dificultou. Vários deputados da própria base demoraram muito para registrar presença, uma forma de fazer pressão no governo.

Segundo o deputado Darcísio Perondi, do PMDB, que é muito próximo ao Planalto e ele se queixou dos tucanos, inclusive do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. "Perdemos a metade do PSB, perdemos a metade do PSDB e o Alckmin vacilou." Mas no fim da votação, com 251 votos favoráveis a Temer e 233 contra, deputados comemoraram. O governista Carlos Marun até cantou. Apesar da vitória, o placar foi menor do que o da primeira denúncia. Temer perdeu o apoio de 12 deputados.

Greenpeace processa Noruega por avanço da exploração de petróleo no Ártico

Acusações de assédio sexual provocam escândalo no Parlamento Britânico

Centenário da Revolução Russa inspira nostalgia, mas divide opiniões

Por falta de moradia, Dinamarca propõe contêiners de luxo para estudantes

Assessores de campanha de Trump são indiciados por conspiração contra EUA

Interventores de Madri chegam a Barcelona para assumir gestão da Catalunha

Macri obtém vitória histórica em eleições legislativas na Argentina