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“Aplicativo reduziu em 75% a minha perda de tempo na porta da escola”, diz Leo Gmeiner, cofundador do Filho sem Fila.

Por Maria Emilia Alencar

Convidado pelo ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o empresário paulista Leo Gmeiner esteve em Paris esta semana para se informar sobre parcerias e clientes. Seu aplicativo, Filho sem Fila, facilita a vida dos pais que buscam os filhos na escola.

Estacionado em fila dupla na porta da escola, esperando pela saída dos filhos por mais de vinte minutos, o empresário paulista Leo Gmeiner tamborilava o volante, lamentando o tempo perdido. Por que não se inventa um aplicativo que informa a escola da chegada dos pais, de maneira que os filhos possam estar prontos para sair? Em vez de esperar que alguém patenteasse a ideia, Gmeiner lançou o aplicativo Filho sem Fila, ou Quick Pickup, na sua versão para o mercado internacional.

“Com o aplicativo, os pais também podem enviar para a escola, sem perda de tempo, fotos e documentos de uma pessoa autorizada a buscar as crianças. Todos os dias, os pais podem dar novas autorizações a partir do aplicativo, se for necessário”, explica Gmeiner.

No Brasil, 115 escolas já são clientes do aplicativo, facilitando a vida de 30 mil alunos e 55 mil pais. Cada escola paga, em média, R$ 20 por aluno por ano.

“Estamos no caminho do sucesso. A eficácia do produto já foi comprovada. Os pais poupam, em média, 75% do tempo que eles perdiam esperando pelos filhos. Eu mesmo, em vez de aguardar meus filhos durante 20 minutos, agora espero entre 3 e 5 minutos. Tenho paz de espírito por não estar exposto (à violência urbana) ou por saber que as minhas crianças só vão sair da escola com quem eu autorizei”, comenta Gmeiner.

Internacionalização do produto

Concebido para a realidade brasileira, na qual os pais de classe média vão de carro buscar os filhos na escola, o aplicativo Filho sem Fila está sendo agora adaptado às variadas realidades de outros países, onde, por exemplo, os pais vão a pé à escola ou os filhos voltam para casa em ônibus escolares.

“No caso do ônibus escolar, o aluno faz o check-in e o check-out no veículo, enquanto os pais podem acompanhar o trajeto do ônibus em tempo real pelo smartphone ou tablet. Se os pais forem a pé à escola, não precisam perder tempo sob a chuva ou sob a neve – basta informar à escola que já está chegando e, como no caso dos carros, o filho estará pronto para sair”, conta Gmeiner à RFI.

Na França, no entanto, onde a saída dos filhos na escola torna-se uma oportunidade de socialização para os pais, o maior interesse pelo Filho sem Fila surgiu por conta da segurança. Em tempos de terrorismo, talvez algumas escolas prefiram controlar melhor a saída das crianças acompanhadas pelos seus responsáveis ou por pessoas indicadas por eles.

Brasil apoia, mas poderia ser melhor

Satisfeito com apoio que o ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior tem dado às start-ups brasileiras, Gmeiner se queixa, entretanto, da grande diferença de tratamento oferecido aos empreendedores brasileiros e franceses.

“O governo brasileiro tem nos incentivado através da Inovativa, que é a incubadora e aceleradora do governo. A França, porém, está mais avançada nesse ponto, principalmente, nas questões tributárias. Enfim, sob esse aspecto, que está além do ministério do Desenvolvimento, o governo da França ajuda muito mais os seus empreendedores do que o governo brasileiro”, concluiu Gmeiner.

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