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Brasil vai crescer mais que o previsto, segundo o FMI

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O FMI apontou a previsão de crescimento do Brasil de 1,5% para 1,9% Reuters / David Rohde

O Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve inalterada sua expectativa de crescimento da América Latina em 2018, a 1,9%. No entanto, a entidade elevou consideravelmente sua previsão sobre o desempenho de Brasil e México.


O FMI apontou para uma "recuperação mais firme do Brasil", onde aumentou a expectativa de crescimento deste ano de 1,5% para 1,9%. Já em 2019, a entidade aposta em um crescimento de 2,1%.

As previsões mundiais do FMI também são otimistas. A instituição aponta para um crescimento da economia do planeta em 3,9% tanto este ano quando em 2019, o que representa 0,2% acima das estimativas apresentadas em outubro passado. 

Segundo o fundo, esses números confirmam a tendência de aceleração da dinâmica de crescimento constatada desde meados de 2016. Mas a entidade também aposta no impacto a curto prazo da reforma fiscal norte-americana.

Otimismo para a Zona Euro e para a China

O balanço da instituição também é otimista sobre a Zona Euro. Segundo o FMI, o crescimento para a região será de 2,2% em 2018 e de 2% em 2019. Ambas as estimativas são 0,3% acima das previsões anteriores.

Já a França permanece praticamente com as mesmas expectativas de crescimento: +1,9% em 2018 e 2019, após ter registrado 1,8% em 2017.  

Entre os emergentes, além do Brasil, o FMI aponta uma ligeira alta de sua previsão de crescimento para a China: 6,6% em 2018 e 6,4% em 2019 (+0,1% por ano). Já no caso do México, o FMI mencionou que o país vai se beneficiar de uma forte demanda americana e elevou a previsão de 1,9% para 2,3%.

Apesar das expectativas positivas, o Fundo chama a atenção para o impacto que o contexto político incerto pode ter no crescimento mundial. “Isso pode pesar na implementação das reformas ou reorientar os programas de ação, principalmente com eleições que se aproximam em vários países, como Brasil, Colômbia, Itália e México”, alerta o FMI.