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Bobsled do Brasil quer ficar no Top 10 nas Olimpíadas de Inverno de PyeongChang

Por Elcio Ramalho

A delegação brasileira participará com um total de nove atletas nas Olimpíadas de Inverno de PeyongChang na Coreia do Sul. A competição tem início no dia 9 de fevereiro com o desfile de abertura dos países participantes e termina no dia 25.  

Nas modalidades de neve, a equipe mistura experiência e juventude. Jaqueline Mourão, no Ski Cross country, e Isabel Clark, no Snowboard, disputam sua quarta olimpíada, enquanto Michel Macedo e Victor Santos estreiam nos Jogos. Macedo, de 19 anos, disputa as provas de Slalom Gigante, Slalom, Super G e Super Combinado enquanto Victor se classificou para o Ski Cross Country.

Nas modalidades de gelo, o país será representado por Isadora Wiliams na patinação artística e em duas categorias de de bobsled, a 4-Man e pela primeira vez com uma dupla na 2-Man.  

Edson Bindilatti, que participa de sua quarta Olimpíada de Inverno, é piloto de bobsled e avalia que esta pode ser a melhor participação do país. Em Sochi, na Rússia, a equipe 4-Man ficou na penúltima posição entre 30 participantes.

“Estas são as Olimpíadas que estamos melhor preparados. Conseguimos ter um maior conhecimento da modalidade, dos detalhes. É uma prova de velocidade e, por milésimos de segundos, você pode perder uma medalha”, afirma.

Bicampeã da Copa América

No atual ciclo olímpico, que começou depois das Olimpíadas de Sochi, a equipe teve melhores condições de preparação oferecidas pela Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG). A equipe treinou na Inglaterra por dois anos e por mais um ano e meio com o preparador físico José Moraes, em parceria com o Núcleo de Alto-Rendimento (NAR) em São Paulo.

O resultado pode ser verificado nas últimas competições. A equipe se tornou bicampeã da Copa América e assegurou por antecipação uma vaga em PeyongChang. Segundo Bindilatti, a equipe 4-man tem como objetivo  ficar entre os 20 melhores da competição.  O grupo conseguiu comprar um bom trenó, com a mesma qualidade dos usados pelas tradicionais nações deste esporte como Estados Unidos, Canadá e Suíça, além de testar várias lâminas. “Quando está muito frio, o gelo seco é um tipo de lâmina, quando está mais calor é outra. Isso tudo faz diferença e aprendemos nos últimos anos”, explicou.

No ano passado a equipe terminou em 16º no ranking mundial, mesmo sem ter competido em todas as provas da Copa do Mundo. A Confederação privilegiou as competições no continente americano por causa dos custos menos elevados de deslocamento dos atletas e do material. Este ano, o 4-Men ficou entre os Top 20. “Nossa equipe está bem preparada. Pode ser que nas Olimpíadas você chegue ao Top 15 e mesmo Top 10. Mas também pode ficar nas últimas posições. Isso pode acontecer por alguma falha no dia, mas não por falta de preparo”, avisa.

“Sabemos que é muito difícil, vamos brigar com grandes times que têm tradição neste esporte, mas nos últimos dois anos mostramos que estamos em plena evolução”, reitera.

Pela primeira vez na história, o Brasil conseguiu se classificar na categoria 2-man. Edson Bindilatti também competirá na categoria com Edson Martins.

“Estamos vindo com uma preparação física muito boa e com um material competitivo. A expectativa é grande. Se fizermos um bom ‘push’ e a pilotagem for boa, podemos ficar entre os Top 20 nas quatro descidas, o que que seria algo inédito para o Brasil”, diz.

Treinos preparatórios na pista de competição

É a primeira vez que uma equipe brasileira de bobsled vai treinar na mesma pista onde será realizada os Jogos, comemora o piloto. Os atletas conheceram a pista em março passado, e irão realizar dois treinos livres antes da abertura dos Jogos, outros dois depois dos treinos oficiais. “Vamos ter o mesmo número de descidas que os outros países, com exceção da Coreia do Sul. Isso nos equipara um pouco mais com os adversários. Esse é mais um fator positivo para sonharmos com uma boa classificação”, afirma. 

 

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