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"Era fundamental que ocorresse intervenção militar no Rio", diz presidente da Firjan

Por Márcia Bechara

Durante sua passagem por Paris, onde participa de um evento com empresários franceses na Câmara de Comércio do Brasil na França, o presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Gouveia Vieira, voltou a defender a intervenção militar no Rio de Janeiro e avaliou com otimismo a situação econômica do Brasil. O evento, que acontece na sede da Embaixada Brasileira, na capital francesa, visa estimular, durante três dias, parcerias comerciais estratégicas entre os dois países.

"No fundo, o que a Câmara procura, é mostrar aos investidores estrangeiros, especificamente os franceses, como está o Brasil", disse o empresário sobre a pauta do evento na capital francesa. "Não é fácil uma sociedade francesa que não tenha operações históricas no Brasil entender os nossos últimos anos, tanto na economia, quanto na questão política", relata.

Para Vieira, "é preciso mostrar que o Brasil tem um potencial de desenvolvimento muito maior do que a Europa, por exemplo. Poucos lugares do mundo têm esse potencial". "Nós tivemos um passivo de crescimento muito modesto, e um decréscimo em função de políticas equivocadas. Agora, o país voltou ao caminho correto", avalia.

"Os investidores encontram um país grande, de 200 milhões de consumidores, um país que não tem lutas internas, que não tem problemas de raça, problemas de religião, não temos terrorismo, temos outras mazelas", diz o empresário.

Desigualdades e intervenção militar

Perguntado sobre a violência interreligiosa e o racismo estrutural da sociedade brasileira, ele diz que "é verdade que os jovens pobres de cor são mais vulneráveis do que os jovens pobres brancos.Isso, em termos estatísticos. Nós temos uma desigualdade importante. Só podemos tentar neutralizar essa desigualdade se tivermos renda e emprego, não podemos continuar com essa taxa de mais de 12% de desemprego", contemporiza Vieira.

"A reforma do trabalho vai melhorar [essa situação]. Para crescer mais, precisamos da reforma da Previdência, que já está encaminhada para ser votada", analisa o presidente da Firjan.

Sobre a intervenção militar em curso no Rio de Janeiro, o empresário diz que prefere não entrar no mérito político que a motivou. "No entanto, era fundamental que ela ocorresse [a intervenção]. (...) Parte da equipe política que dirige o Rio está presa. É o mesmo grupo político que já dirigiu o Estado há alguns anos.O governo do Rio não tinha a menor moral de ir ao encontro dos anseios da sociedade no sentido de combater o crime", afirma.

*Para ver a entrevista na íntegra, clique no vídeo abaixo:

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