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França acompanha com expectativa provável prisão de Lula

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O ex-presidente Lula acena para os manifestantes de uma das janelas do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernanrdo, nesta sexta-feira 6 de abril de 2018. REUTERS/Leonardo Benassatto

França acompanha com expectativa a provável prisão de Lula neste sábado (7). As rádios, TVs e jornais do país anunciam nesta manhã que o ex-presidente brasileiro não se entregou à Polícia Federal na sexta-feira (6) e passou uma segunda noite no sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo.


A rádio pública France Inter difunde reportagem sobre as manifestações, pró e contra a detenção de Lula, que ganharam as ruas do Brasil ontem. A decisão de prender o “mito vivo da esquerda brasileira não é unânime” no país, explica a matéria.

Falando em “queda de um icône”, Le Parisen afirma que o ex-presidente, condenado a mais de 12 anos de prisão por corrupção, “não conseguirá escapar da cadeia”. O diário escreve que Lula, de 72 anos, é um dos “únicos políticos brasileiros com experiência que ainda escapa à rejeição em massa das elites”. “Sua provável detenção transforma a paisagem política brasileira mais incerta do que nunca”, a seis meses das eleições presidenciais. O vazio deixado pelo favorito nas pesquisas pode beneficiar o candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro, informa Le Parisien.

Um país perplexo

Le Monde informa que o ex-presidente pediu à PF para prendê-lo após a missa em homenagem a sua mulher Marisa Letícia, que acontece nesta manhã no sindicato. O Brasil, que “tem dificuldade em avaliar as consequências da onda de reações desconcertantes que a situação gerou, está perplexo”, aponta o texto publicado no site do vespertino. O artigo, assinado pela correspondente Claire Gattinois, termina dizendo que “diante da tormenta”, provocada pelo aumento da popularidade de Bolsonaro, o descrédito em relação aos políticos e o tuíte ameaçador do general Villas Bôas, o ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa, estuda a possibilidade de ser candidato.

Libération escreve que “o momento tão esperado pela direita brasileira chegou muito mais rápido do que o previsto”. Nunca a justiça brasileira foi tão rápida, assinala o texto. “Lula a caminho da prisão, o Brasil mergulha na divisão”, analisa o jornal progressista. A provável prisão de Lula é um golpe mais severo do que a destituição controversa de Dilma Rousseff. Sem Lula, as chances do PT voltar ao poder são mínimas, avalia Libération.