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Paris tem protesto contra a prisão de Lula

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Protesto a favor de Lula ocorreu na Praça da República, em Paris. RFI

A Praça da República, em Paris, foi palco de uma manifestação contra a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida no sábado (7). O local tradicionalmente abriga os protestos da esquerda francesa e, neste domingo (8), recebeu cerca de 200 manifestantes defensores do petista, conforme os organizadores do ato.


Um dos presentes era Luiz Dulci, vice-presidente da direção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) e aliado de Lula de longa data. Ele comentou o futuro do partido nas eleições, agora que o candidato da sigla, favorito a vencer as eleições de outubro, está na cadeia. “Todos têm o direito de se apresentar. O PT não tem plano A, nem B: tem plano L de Lula”, disse Dulci. “Ele será candidato mesmo dentro da prisão.”

O deputado francês Eric Coquerel, do partido A França Insubmissa (France Insumise), representantes do Partido Comunista, do sindicato CGT e de entidades e partidos latino-americanos, como o mexicano Morena e o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), também participaram do ato, que durou cerca de duas horas. O protesto denunciou o “golpe” no Brasil e a “prisão política” do ex-presidente, além de pedir “Lula livre”, o lema entoado pela militância petista nas vésperas da detenção do líder do PT.

Luiz Dulci, do PT, estava no protesto realizado na França. RFI

O próximo ato de apoio a Lula em Paris está marcado para o dia 16 de abril, na Maison de l'Amérique Latine, um espaço no qual acontecem eventos e conferências sobre a América Latina na capital francesa.

Lider da esquerda radical francesa defende Lula: “é uma mentira”

Em uma entrevista à emissora Europe 1 neste domingo (8), o líder da esquerda radical francesa Jean-Luc Mélenchon denunciou a condenação e a prisão do ex-presidente Lula. Para ele, a sequência representa um "golpe de Estado judiciário" cometido pela "oligarquia" brasileira e pelos Estados Unidos, para impedir o retorno do petista ao poder no Brasil.

"É um golpe de Estado judiciário", declarou o fundador do partido A França Insubmissa, lembrando da ampla vantagem de Lula nas pesquisas de intenções de voto para as eleições de outubro.

"Houve corrupção no Brasil (...), mas aí falamos de Lula", afirmou Mélenchon. "Lula é acusado de ser corrupto: eu digo que isso é uma mentira. Lula não é corrupto. Esse foi um meio que a oligarquia e os Estados Unidos da América encontraram para impedi-lo de ser candidato e de ganhar, de novo, uma eleição e de fazer uma política favorável aos pobres, aos humildes e aos oprimidos, que são em maior número no Brasil", completou.

Com informações AFP