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Kataguiri é o novo rosto da direita linha-dura no Brasil, diz Le Monde

Por Silvano Mendes

A política brasileira ganhou destaque novamente esta semana na revista M do jornal francês Le Monde. Em reportagem de página inteira, a publicação traz o perfil de Kim Kataguiri, apresentado como “o rosto juvenil da direita linha-dura no Brasil”.

O texto conta que o militante de 22 anos, “que queria ser lixeiro quando era criança”, agora faz campanha para “limpar o Brasil da corrupção e da decadência moral”. A reportagem afirma que, nessa batalha, o alvo preferido de Kataguiri é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o militante chama de “protoditador”. 

“O estudante de economia detesta tudo o que Lula representa: uma esquerda que, segundo ele, faz o papel de assistente social e bloqueia a evolução do mercado”, define a correspondente do Le Monde no Brasil.

A reportagem relata o papel que o jovem, e seu grupo MBL, tiveram durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, quando “mais de um milhão de pessoas foram às ruas”, pedindo a destituição da chefe de Estado. Mas agora, os militantes têm se mostrado mais discretos, pois “os escândalos de corrupção continuam respingando em parlamentares, ministros e até no atual presidente”.

Em seguida, conta o texto, o movimento de Kataguiri mudou de alvo, e se “transformou em uma brigada da moral e dos bons costumes com ares de outro século”. É assim que a correspondente classifica a aproximação do grupo com “integristas religiosos” durante o escândalo da exposição Queermuseu, em Porto Alegre. A revista prossegue afirmando que Kataguiri encarna “uma juventude brasileira que defende, sem pudores, teses reacionárias”. Mas o assassinato em março da vereadora Marielle Franco mostra uma outra faceta, bem mais obscura, do movimento, após o MBL ter sido identificado com um dos principais vetores de fake news sobre a vereadora, avalia a revista.

No entanto, a prisão recente de Lula fez o grupo “voltar a seus antigos amores”, ironiza o texto, em alusão ao retorno do discurso anticorrupção e o ódio do PT adotado novamente pelo MLB. Porém, conclui a revista, “agora que se candidatou para as legislativas de outubro, o jovem já sonha agora com um outro palanque: o Congresso”. A reportagem termina com um alerta do sociólogo Rudá Ricci, entrevistado pela revista. Segundo ele, Kim Kataguiri é “um personagem perigoso”.

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