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“Nossa luta não é só pelo Lula, é pela democracia”, diz Tarso Genro

Por Maria Emilia Alencar

“Lutamos pela formação de uma nova frente política”, disse em entrevista nos estúdios da RFI o ex-ministro, ex-governador do Rio Grande do Sul e ex-prefeito de Porto Alegre, o petista Tarso Genro, que está em giro pela Europa. Com Lula à frente, frisa o político, mas sem descartar uma alternativa viável.

Genro defende a ideia de uma nova frente política de esquerda, a princípio, com Lula como candidato. Mas ele admite outras possibilidades, diante da conjuntura atual. “Se não for possível, vamos ver quem seria o mais adequado”, diz.

“O presidente Lula está preso precisamente porque é o favorito. As elites da direita brasileira, inclusive da direita fascista, não aceitam uma nova presidência de Lula. Por enquanto, todos os personagens dos demais partidos envolvidos neste movimento defendem o direito de Lula concorrer”, explica um dos líderes históricos do Partido dos Trabalhadores (PT).

Perseguição ilegal

Mas Genro admite que há personalidades políticas importantes na esquerda que poderiam ser uma alternativa. Para o ex-ministro, essa opção seria “se conformar com essa injustiça, pois o presidente Lula está sofrendo uma perseguição judiciária ilegal, inconstitucional e injusta”.

Questionado se não seria um suicídio eleitoral manter a candidatura de Lula para presidente mesmo na prisão, sem plano B, esperando uma decisão da Justiça Eleitoral, Genro diz que “os grandes confrontos históricos exigem grandes riscos”.

“É a partir desses riscos que vamos definir os rumos da democracia brasileira”, diz um dos fundadores do PT. “Não é só a questão do presidente, mas se vamos tolerar um Estado autoritário, assentado no jacobinismo de um setor do poder judiciário, que vai vulnerar a constituição de 1988. Não é uma luta só pelo Lula, mas uma luta pela afirmação dos direitos democráticos conquistados duramente depois da ditadura militar”, afirma.

“As forças políticas no Brasil ainda não se reorganizaram para essa campanha eleitoral”, opina o ex-governador. “Todas elas ainda estão sob o impacto do golpismo que se abateu sobre a presidenta Dilma. Mas temos já um espectro relativamente formado. Lula, ou eventualmente quem o substitua numa frente de centro-esquerda, Joaquim Barbosa pretendendo se apresentar como centro, o capitão Bolsonaro, de extrema-direita vinculado a grupos de ação direta, inclusive nas ruas, e Alckmin, que é um político da Opus Dei, como um candidato de centro-direita, com um certo lustro democrático”.

PT precisa de reformas

Genro, o momento não é de autocrítica para o Partido dos Trabalhadores, mas ele admite a necessidade de mudanças: “É evidente que o PT vai ter que reformar práticas de gestão e, inclusive, o seu programa, para que seja mais contemporâneo a uma integração no mundo globalizado de maneira cooperativa e autodeterminada, e não subordinada, como o governo Temer está fazendo até hoje”.

Em Paris, na segunda-feira (16), Genro participou de um debate sobre a crise democrática do Brasil na Maison de l'Amérique Latine. Na semana passada, esteve em Lisboa para um evento batizado de “Em Defesa da Democracia Brasileira”, junto com os pré-candidatos da esquerda à eleição presidencial no Brasil, Manuela d’Ávila, do PC do B, e Guilherme Boulos, do PSOL.

Confira abaixo a entrevista completa de Tarso Genro:

 

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