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“O lugar da mulher é onde ela quiser”, diz líder comunitária

Por Ligia Hougland

Luciane Costa dos Santos é líder comunitária no Rio de Janeiro e presidente da Associação de Moradores da Comunidade Faz Quem Quer, do bairro Rocha Miranda. Ela também fundou o Instituto Mulheres de Favela em Ação, que promove a formação de moradoras de bairros desfavorecidos.

Recentemente, Luciane foi palestrante da Brazil Conference, realizada na Universidade de Harvard e no Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Boston. O evento, que reúne as personalidades brasileiras mais relevantes e em destaque, este ano também teve a participação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, e da estrela do funk, Anitta.

A ativista explica que o próprio nome do seu instituto, Mulheres de Favela em Ação, passa uma mensagem de capacidade às mulheres, se liberando do conceito de que elas são vítimas, sem possibilidade de reação.

“A ideia é trazer o empreendorismo através das mulheres das comunidades, tirando elas do anonimato. Temos profissionais dentro das favelas que podem qualificar outras mulheres das favelas”, explica Luciane.

Profissionais como cabelereiras, manicures e designers de sobrancelha possibilitam uma ação social, ao passarem seus conhecimentos a outras mulheres. O comércio local contribui com o material necessário para o treinamento de novas profissionais.

Educação e qualificação como prevenção da violência

A ativista reconhece que, apesar de sua comunidade ser pacífica, a interação com a polícia pode ser difícil e acredita que uma das soluções é prevenir o envolvimento dos jovens com atividades criminosas ou violentas.

“A gente tenta resolver isso fazendo nossa parte como liderança comunitária dentro das nossas comunidades e reduzindo a violência dos jovens por meio de projetos sociais”, diz.

Luciane também é coordenadora do projeto Cidadania em Ação, que busca a inclusão social de jovens por meio de oficinas esportivas, entre outras. A líder comunitária tem uma visão positiva em relação ao futuro das mulheres brasileiras que hoje são desprivilegiadas.

“Estou otimista porque as mulheres saíram da sua zona de conforto e estão indo para o combate, buscando melhorias para si, buscando qualificação. A mulher se deu um gás, reconheceu o seu potencial. O lugar da mulher é onde ela quiser”, diz a líder comunitária.

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