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Coletivo Teacher Jekyll lança disco homenageando a língua portuguesa

Por Silvano Mendes

Teacher Jekyll lança esta semana o disco “Ondas”. Acostumado a reunir músicos de diferentes horizontes, desta vez o coletivo francês abre espaço para a música em língua portuguesa, com a participação de talentos de diferentes países da lusofonia.

Não se trata de um disco apenas cantado em português, já que algumas faixas são interpretadas em espanhol e até em crioulo. No entanto, a maioria das canções reunidas pelo músico e instrumentista francês Olivier Corre, que lidera o coletivo, tem sonoridades e inspirações do mundo lusófono. Tem desde funana ou a morna do Cabo Verte, até Bossa Nova e Samba do Brasil. O produtor também misturou diferentes gerações e nacionalidades, como o português Maxito, o caboverdeano Jowest, ou o brasileiro Ed’Son.

“A França tem uma coisa musical desde os anos 1950, com muitos brasileiros que passaram por aqui, e muitos músicos de jazz nos anos 1960. Então existe uma abertura para esse tipo de projeto”, explica Ed’Son, poucas horas antes do show de lançamento do disco, nesta quinta-feira (26), na casa de shows Le Hasard Ludique, na região parisiense. Para o paulista, a influência africana, fruto dos elos criados pela colonização francesa, também contribuem para o interesse nesse tipo de projeto. “Eles aceitam muito bem a world music”, comenta.

Ed’Son contribui no projeto com a canção “Carnaval”, uma encomenda de Olivier Corre, com quem o músico já havia colaborado. Conhecido por seus projetos pessoais muito mais próximos do mundo do jazz, o brasileiro se aventurou desta vez em outros ritmos. “Eu decidi fazer algo diferente do que estou acostumado, com uma parte mais rap e, no refrão, minha filha dá uma pitada de jazz”.

Longe dos clichês sobre a grande festa popular brasileira, a canção ganha ares políticos em sua letra. “Quando se fala de Carnaval, a gente sempre pensa em alegria, com o povo andando na rua, cantando e dançando. Mas, para mim, essa fase não corresponde ao que estamos vivendo atualmente. Não é uma canção triste, mas é minha maneira de alertar ou de dizer que, além do Carnaval, deveríamos estar pensando em outras coisas”, explica Ed’Son.

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