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Mestre Reginaldo Maia resgata valores ancestrais da capoeira de Angola em Paris

Por Elcio Ramalho

O RFI Convida nesta sexta-feira (1°) um dos principais mestres capoeiristas do Brasil, Reginaldo Maia. Também conhecido como "Véio", ele passou por Paris para participar do I Encontro Internacional da Cultura Ancestral Brasileira, que acontece dentro da programação da SALC, a Semana da América Latina e do Caribe. Além disso, Maia realiza uma conferência sobre sua associação, a Lenço de Seda, no Centro Cultural do Brasil, na capital francesa.

Reginaldo Maia é fundador e presidente há 40 anos da associação de capoeira Lenço de Seda, no Vale do Aço, em Minas Gerais. Ele é membro do Conselho de Mestres da Associação Brasileira de Capoeira Angola.

"Teremos atividades com capoeira e de reflexão", diz Maia, sobre a agenda do encontro. "Realizaremos oficinas de dança e movimento, de afoxé, além das rodas de capoeira recebendo os mestres que estão em Paris. Fazemos uma saída de afoxé neste domingo (3)", conta.

"É uma programação que envolve várias manifestações de origem afro-brasileira, e que vão preencher este final de semana como um todo", completa.

Interesse por parte dos estrangeiros

Segundo ele, a população francesa e europeia demonstra grande interesse por estas manifestações e ritmos. "O que diz respeito ao Brasil traz sempre um atrativo especial. A capoeira, e especialmente a capoeira de Angola, ganhou muito espaço. Uma escola de conhecimento muito completa, muito profunda. Países estrangeiros têm muita curiosidade em entender estas raízes", diz.

"Encontramos aqui na Europa algumas frentes de trabalho com uma seriedade muito grande. A capoeira de Angola tem neste momento muita aceitação, é muito sedutora, isso acontece no mundo inteiro", contextualiza o Mestre. Ele revela que já existe uma proposta de fazer desta modalidade de capoeira uma prática olímpica, uma vez que ela se encontra hoje em 160 países de todo o mundo.

Maia, ou "Mestre Véio", coordena grupos de capoeira em Curitiba, no Chile, na Itália, na Sardenha e na França, onde desenvolve projetos de inclusão educacional e social. Ele é terapeuta holístico e também desenvolve um trabalho de memória de valores ancestrais com populações indígenas, favorecendo encontros de etnias da Amazônia com universidades e escolas regionais.

*Para ver a entrevista na íntegra, clique no vídeo abaixo:

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