rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês

Rússia Copa de 2018 São Petesburgo Turismo Futebol

Publicado em • Modificado em

São Petersburgo, a "Veneza do Báltico", se prepara para receber brasileiros durante a Copa

media
Palácio de Inverno, que faz parte do Museu Hermitage, foi a residência da czarina Catarina e hoje é um dos locais mais visitados pelos turistas Committee for tourism development of St Petersburg

Das cidades que vão acolher jogos da Copa do Mundo da Rússia a partir de 14 de junho, São Petersburgo é talvez a mais turística e a mais europeia de todas. A antiga capital do país, conhecida por sua pontes e museus, já está acostumada a receber visitantes do mundo todo. Mas, para o mundial, esse número deve aumentar, já que ela será palco de alguns dos principais jogos do evento. A seleção brasileira, que joga na cidade contra a Costa Rica, é esperada de braços abertos, assim como como seus torcedores. 


Enviado especial a São Petersburgo

“Sou um grande fã de futebol, então o simples fato de que o Brasil venha jogar aqui já é uma festa. São os melhores jogadores do mundo!” Foi assim, com muito entusiasmo, que Andrey Mushkarev, presidente do Comitê de Desenvolvimento do Turismo de São Petersburgo, recebeu nossa reportagem em meio aos preparativos para a Copa do Mundo.

O pontapé inicial do Mundial será dado no dia seguinte da abertura, com o confronto entre Marrocos e Irã, seguido de Rússia e Egito, no dia 22, e Nicarágua e Argentina, no dia 26. Mas é a disputa entre Brasil e Costa Rica, no dia 22 de junho, que parece empolgar Mushkarev. “Os russos são grandes torcedores da seleção brasileira”, explica. “Como, infelizmente, a Rússia raramente vai muito longe na competição, sempre que tem Copa, torcemos pelo Brasil, independentemente de quem é o adversário”, disse, em uma mistura de entusiasmo de torcedor e diplomacia típica de representante do turismo que espera mais de 5 mil brasileiros durante o Mundial.

Copa do Brasil ajudou para organização dos russos

Além desse amor pela seleção verde-amarela, os brasileiros também inspiraram os russos na organização da Copa. Segundo Mushkarev, a ajuda do país foi importante para entender as necessidades de alguém que desembarca na cidade para assistir um jogo. “Os colegas do Brasil deram uma informação interessante: a maior parte dos torcedores não chega sozinho, mas sempre com amigos e famílias, que nem sempre estão interessados em futebol”, comenta.

Andrey Mushkarev, presidente do comitê de desenvolvimento do Turismo de São Petersburgo RFI

Diante desse dado, o serviço do turismo imaginou uma série de atrações. “Para esses visitantes, nós preparamos mais de 100 programas diferenciados, com visitas de duas ou três horas de duração. Tem desde passeios mais clássicos, como o Museu Hermitage e o Palácio Peterhof, até atrações temáticas, mais voltadas aos apaixonados pelos gramados, como o passeio 'São Petersburgo esportivo', ou ainda 'a história do futebol em São Peterburgo'”, enumera o presidente do comitê de desenvolvimento do Turismo.

Já para os torcedores, além da FanFest oficial imposta pela Fifa, que será instalada no centro da cidade, na praça Konyushennaya, ao lado da Igreja da Ressurreição do Salvador sobre o Sangue Derramado, haverá outras 12 FanFests alternativas, em diferentes pontos da cidade. Sem contar os restaurantes que já preveem instalar telões nos quais serão transmitidos os jogos. Dessa forma, mesmo quem desembarcar na cidade sem ingresso, poderá acompanhar as partidas.

Ponto de informação com Wi-Fi e placas traduzidas

Do lado logístico, pontos interativos de informação, com conexão Wi-Fi, foram instalados nas estações de metrô, no aeroporto, no porto, mas também próximos às diferentes atrações da cidade. Além disso, “se um torcedor ou turista chegar em São Petersburgo apenas com seu ingresso para um jogo, sem hotel reservado e sem saber o que fazer para conhecer a cidade, ele terá todas as informações em 12 idiomas nesses pontos interativos”, promete Mushkarev.

Mas para quem não quiser seguir um programa preciso, basta “flanar” até a madrugada, aproveitando as “noites brancas” de verão, fenômeno eternizado no conto de Dostoievski. Afinal, as ruas de São Petersburgo, que ainda preservam a grandiosidade de quem foi capital do império russo duas vezes, de 1713 a 1728, e de 1732 até 1918, têm muito a oferecer. Os prédios antigos, com fachadas bem preservadas, dominam a arquitetura local da cidade, que conta com nada menos que 8 mil monumentos históricos, em um verdadeiro museu a céu aberto. Tudo isso espalhado em um emaranhado de ilhas, interligadas por mais de 300 pontes, que deram à São Petersburgo o apelido de "Veneza do Báltico". 

E para os que temem a confrontação com o alfabeto cirílico, “os nomes das ruas, as placas de metrô e na rede de transporte em geral foram adaptados, com traduções em alfabeto latino”, completa Mushkarev. Para ele, o objetivo é claro: “Queremos impressionar e despertar a vontade nesses torcedores para que eles voltem depois, mas desta vez apenas como turistas”.