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Torcedores têm mais infartos durante a Copa do Mundo

Por Silvano Mendes

O futebol, que pode trazer tantas alegrias, também aumenta a incidência de emergências cardíacas entre os torcedores. É o que aponta um estudo publicado recentemente no The New England Journal of Medicine, que avaliou o comportamento dos alemães durante os jogos da Copa do Mundo de 2006.  

Naquele ano, durante as partidas da seleção alemã, a incidência de eventos cardiovasculares cresceu 2,66 vezes. Foram analisados 4.279 pacientes que deram entrada em emergências hospitalares de Munique, em dias de jogos da Alemanha, entre os dias 9 de junho e 9 de julho.

“Uma das coisas mais importantes que esse estudo nos alerta é que as emoções são um grande gatilho para problemas cardíacos, como o infarto do miocárdio, angina e a arritmia cardíaca”, explica o coordenador do Centro de Treinamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Sergio Timerman. “O que se constata é que durante essa época há um aumento do estresse das pessoas que vão assistir a esse torneio”, complementa.

Os pesquisadores avaliaram os torcedores em sua rotina diária e durante as partidas. Os homens são os que mais sofrem emocionalmente com os jogos. O número de infartos entre eles cresceu 3,26 vezes, comparado com as ocorrências fora do período de competição. Entre as mulheres, foram registrados 1,82 vez mais eventos.

“A maior incidência média foi observada durante as primeiras duas horas após o início de cada partida, com certeza, associada ao pico do estresse sofrido pelos torcedores”, explica. Os números, considerados preocupantes pelos especialistas, refletem o mesmo risco para todas as nacionalidades que participam da Copa. “É importante salientar que os jogos não foram a causa desses problemas, mas sim um gatilho para as pessoas que já tinham pré-disposição à doença,” alerta o médico.

Brasileiros afetados pelas emoções do futebol

Um estudo feito durante a Copa do Mundo de 2014 pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto apontou que o índice de ataques cardíacos nos pacientes maiores de 35 anos passou de 4% para 8 % em todo o país durante o mundial do Brasil. “Na hora do jogo, como a frequência cardíaca cresce, a pressão aumenta, acontece aumento do fluxo de sangue, ou seja você está levando um estresse muito grande para o organismo, especialmente o coração e aí acontecem os problemas”.

O cardiologista Sérgio Timerman afirma que, para minimizar os riscos, medidas preventivas são necessárias e recomenda que os torcedores evitem os excessos em dias de jogos, principalmente aqueles que já têm histórico de doenças coronárias ou fatores de risco. “É importante dormir bem à noite na véspera da partida, evitar bebidas alcoólicas e comidas pesadas e gordurosas, evitar o fumo e não descuidar do regime pré-estabelecido pelo seu médico”, finaliza.

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