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Refugiado deportado por engano expõe falha em política migratória da Alemanha

Por Márcio Damasceno

O caso de um afegão deportado por engano da Alemanha é o último episódio na controvérsia sobre a política migratória no país. As autoridades alemãs reconheceram nesta semana que expulsaram um refugiado para o Afeganistão, embora o processo de pedido de asilo ainda tramitasse na Justiça. Agora, o departamento alemão de migração afirmou que vai tentar trazer o homem, de 20 anos, de volta para o país.

O jovem, identificado como Nasibullah S., foi deportado para seu país de origem juntamente com outros 68 afegãos no começo do mês. As autoridades reconheceram que ele não podia ser expulso, já que os procedimentos legais em torno do pedido de refúgio dele ainda estavam em curso – agora é preciso tomar providências para trazer o rapaz de volta à Alemanha.

A questão dos migrantes vem se tornando uma pedra no sapato do governo da chanceler Angela Merkel, depois de uma severa crise política por causa de discordâncias sobre os rumos da política migratória alemã. Recentemente, houve também um escândalo na agência alemã para refugiados envolvendo irregularidades na concessão de 1.200 autorizações de refúgio.

Incidente expõe crise alemã

O incidente do jovem expulso por engano expõe o atual caos na política migratória alemã. A notícia também chega num momento em que o ministro do Interior alemão, Horst Seehofer, acaba de sair de uma queda de braço com Angela Merkel, após ter ameaçado deixar o governo depois que a chanceler rejeitou sua ideia de barrar refugiados na fronteira da Alemanha.

A crise, até o momento, foi contornada por Merkel – mas Seehofer não saiu da berlinda. Ao anunciar seu novo plano migratório, o ministro fez uma declaração que foi duramente criticada, ao brincar com o fato de que, exatamente no dia do seu aniversário de 69 anos, 69 afegãos estavam sendo extraditados.

Entre esses migrantes estava Nasibullah S., que agora deve ser trazido de volta ao país por conta de um erro das autoridades. Um outro, do mesmo grupo, cometeu suicídio ao chegar no Afeganistão.

Caso de engano não é o primeiro na Alemanha

Essa não é a primeira vez que os serviços alemães se enganam. Um outro caso conhecido foi o de um afegão que, em dezembro de 2017, foi trazido de volta após deportação, pois também ainda estava com seu pedido de asilo pendente na Justiça. Ele tinha lutado ao lado de tropas americanas no Afeganistão e temia ser perseguido em seu país.

Um outro caso de extradição irregular também provoca controvérsia: um suposto ex-guarda-costas do terrorista Osama Bin Laden, identificado como Sami A., teria sido deportado para a Tunísia, apesar de uma proibição judicial. Ele vivia na Alemanha, com mulher e filhos, mas era classificado como “um islamista radical e um potencial perigo terrorista”. A Justiça cobra agora que Sami A. também seja trazido de volta para a Alemanha, mas Seehofer defende sua extradição, alegando que a ação foi realizada segundo a lei.

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