rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
RFI CONVIDA
rss itunes

Turistas brasileiros cada vez mais interessados em história da arte em Paris

Por Maria Paula Carvalho

A cidade mais visitada da Europa, com cerca de 36 milhões de turistas segundo balanço de 2016, Paris volta a receber um grande número de brasileiros, depois de uma queda recente na visitação por conta dos atentados terroristas e da crise econômica no Brasil.  

“Ano passado houve uma queda muito grande no turismo, mas esse ano recuperamos bastante e nesse mês de julho estamos sentindo realmente essa volta do brasileiro para Europa e principalmente para Paris”, afirma Zilda Figueiredo, da agência Descubra Paris.

Depois dos Estados Unidos, o Brasil é o país americano que mais envia turistas à França. Só na capital há mais de duzentos museus, mil galerias de arte, dois mil monumentos históricos. Enquanto alguns optam por ter uma agenda mais livre, muitos brasileiros preferem conhecer a Cidade Luz com a ajuda de um profissional especializado, como Zilda, que deixou para trás a carreira de economista no Brasil para se tornar guia de turismo na França, em 1994. Hoje ela é especializada em acompanhar grupos de todas as idades.

“Como guia conferencista, eu faço vários roteiros. Hoje eu apresento os museus, principalmente o Museu do Louvre, o Museu d’ Orsay, o Palácio de Versailles e também roteiros a pé, como a Ilha de la Cité, o Quartier Latin, o Marrais, Montmartre, as passagens cobertas. Paris é uma cidade onde cada cantinho tem sua história.”

Várias formas de se encontrar com o passado

Andando pelas ruas da capital francesa, o visitante vai se deparar com o berço da antiga vila ocupada pelos gauleses, vai encontrar vestígios da passagem dos romanos, vários exemplos de construções da Idade Média, chegando até o período clássico, com as modernidades propostas por Napoleão III. Isso sem falar nas tradicionais livrarias, cafés e brasseries frequentados por escritores e artistas como Hemingway, Proust, Simone de Beauvoir, Sartre, Picasso e Salvador Dali.

Nessa multiplicidade de roteiros, o que mais atrai os brasileiros são os passeios culturais.

“Quem me procura busca a história de Paris e a história da arte. As visitas são bem didáticas e eu consigo mostrar a minha paixão pela cidade aos meus clientes”, comemora. “Mas cada vez mais os brasileiros estão interessados em história da arte, principalmente as crianças, é uma coisa linda. É bem diferente do que aprender na sala de aula, pois tudo o que a pessoa vê é muito mais fácil de registrar”, completa.

Só o Museu do Louvre tem 35 mil obras expostas. É claro que não dá par ver tudo num dia. Por isso a ajuda do guia pode facilitar a descoberta de riquezas guardadas em 13 quilômetros de galerias. “Nós temos um roteiro sobre as principais obras do Louvre, que é o mais pedido. Eu faço de uma maneira cronológica, didática e interessante. São três horas de visita e os clientes não se cansam”, explica a guia.

Entre as experiências mais marcantes, Zilda Figueiredo relata a visita que fez com um deficiente visual. “Eu vou descrevendo tudo, eu tento passar para ele o que eu estou vendo e, claro, falar da história da arte. Os deficientes visuais já têm essa sensibilidade”, avalia.

Ter uma boa experiência na cidade é o que mais conta na hora de recomendar o passeio. Segundo uma pesquisa recente, o “boca a boca” é um dos principais meios pelos quais as pessoas formam uma imagem de Paris, com 43% das respostas, seguido do cinema, com 39%.

“O meu trabalho funciona muito boca a boca e é essa satisfação enorme que eu tenho, porque é uma profissão altamente gratificante, por causa dos elogios que a gente recebe ao fim de cada visita”, conclui.

Assista ao vídeo da entrevista na íntegra abaixo.

“PT não promoveu alfabetização política no Brasil”, diz Frei Betto

Cineasta Marcelo Novais lança em Paris um “diário íntimo de uma geração”

Incêndios e barricadas substituíram greves como forma de protesto na França, diz especialista

Representante dos delegados da Polícia Federal diz ser contra banalização das armas no Brasil

Lia Rodrigues volta à Paris com “Fúria”, coreografia com moradores da favela da Maré

Militares nomeados por Bolsonaro são mais moderados do que ministros, diz Leonardo Sakamoto

“Comunidade internacional espera responsabilidade ambiental do Brasil”, diz especialista

“Muita gente procurava uma confeitaria menos doce”, diz chef francês radicado em Brasília

Paris recebe Bazar de Natal com artesanato de mulheres de favelas cariocas

Fotógrafo brasileiro lembra 30 anos da morte de Chico Mendes com exposição em Paris

Músicos Francis e Olivia Hime homenageiam Vinicius de Moraes na França

“Ser estrangeiro me fez escritor”, diz Natan Barreto, que lança livro de poesias em Paris

“Discurso de Bolsonaro legitima ‘direito de matar’”, afirma professora da Universidade de Brasília

Ex-ambulante brasileiro fala para 400 estudantes na Europa: “Seja parte da solução, não do problema”

“Romances em quadrinhos estão em momento especial”, diz ilustradora Luli Penna

“Sociedade civil é quem vai mudar o Brasil”, diz empresária Luiza Trajano em Paris

“É preciso regulação para que investigações sobre fake news não demorem anos”, diz especialista