rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
A Semana na Imprensa
rss itunes

Francesa mostra circuito de 200 motéis como atração turística do Rio de Janeiro

Por Adriana Moysés

Em uma série de reportagens com sugestões de turismo para os franceses, a revista L’Express explora esta semana o circuito de quase 200 motéis no Rio de Janeiro. Os “hotéis do amor” ou “hotéis do sexo”, como queiram chamar, fazem parte do dia a dia dos cariocas há quase 40 anos. “Todo brasileiro tem sua própria história para contar sobre esses lugares, que fazem muita gente fantasiar”, destaca a publicação.

Com seus nomes evocativos, como Playboy ou Paradiso, e seus corações brilhantes piscando na fachada, esses hotéis do amor não são um tabu em uma sociedade que glorifica o erotismo dos corpos e a sensualidade, informa a revista. A revista L’Express conta que os motéis são frequentados por todo tipo de casal no Brasil: desde os “legítimos”, que procuram o motel para quebrar a rotina, aos “ilegítimos”, que tiram vantagem da discrição desses estabelecimentos para realizar “suas travessuras clandestinas”.

A reportagem filmada sobre os motéis é apresentada pela francesa Aude Chevalier Beaumel, vivendo no Rio de Janeiro há oito anos. Na introdução, ela conta que visitou a Cidade Maravilhosa pela primeira vez "por amor à capoeira" e nunca mais saiu de lá. Aude diz manter uma relação de amor e ódio com o Rio, sinônimo de paixão, segundo a francesa: "Mais do que em qualquer outra cidade do mundo, existem mil maneiras de seduzir e amar no Rio". "O amor está em cada esquina, a cidade nunca dorme, é impossível escapar", destaca.

Suíte para 30 casais e outras preferências

Aude filma o interior de um motel localizado no centro do Rio, apresentando suítes com piscina, banheira de hidromassagem, pista de dança e até uma jaula para práticas sadomasoquistas, além de catálogos de utensílios e produtos eróticos. O dono do local diz que é impossível saber o que os casais fazem depois de trancarem a porta e que é esse espaço de liberdade que as pessoas apreciam. Ele diz já ter alugado uma suíte para 30 casais simultaneamente.

Os funcionários também contam anedotas, como um casal que pediu para comer em uma gamela de cachorro e uma mulher que pediu uma coleira para amarrar o marido e depois saiu com ele de quatro passeando pelo corredor.

Tem motel para todos os bolsos, explica a reportagem. O local visitado cobrava o equivalente a € 40 euros por seis horas de permanência.

As melhores entrevistas são das camareiras e de um garçom. Com um certo pudor, eles relatam já terem sido convidados a fazer sexo por alguns clientes. Muitos deixam as portas abertas e acenam com gestos obscenos para os funcionários quando eles passam no corredor. Questionadas pela reportagem se ouvem gritos e gemidos, as camareiras dizem que isso é a rotina. Elas também evocam pedidos de socorro, mas afirmam jamais interferir na intimidade dos frequentadores.

A alguns dias das eleições europeias, imprensa francesa analisa "epidemia populista" no Velho Continente

O ministério da "incultura" do Brasil deve alimentar debates no Festival de Cannes

Evangélicos concorrem com muçulmanos em busca de novos fiéis nas periferias francesas

Coquetéis molotov e aplicativos que distorcem vozes: como os coletes "ultra-amarelos" planejam a "revolução"

‘Anti-Bolsonaro’, presidente mexicano encarna uma ‘renovação da esquerda’, diz revista francesa

Porta-voz negra e feminista de Macron quebra códigos da política francesa

Jovens franceses vivem com naturalidade ruptura da binaridade homem-mulher

Primeiro trimestre do governo Bolsonaro é uma “bagunça”, diz revista francesa

Polícia francesa adota regras para abordagem e prisão de transgêneros

Revista francesa entrevista miliciano que mata para defender governo Maduro

Famílias rivais Bourbon e Orléans apoiam coletes amarelos apostando em retorno da monarquia na França

Índios contestam construção de muro de Trump em reserva na fronteira com o México

Revista francesa aponta motivos para temer nova crise financeira mundial

Revista francesa questiona se “casamento” entre Bolsonaro e Guedes vai funcionar

Prefeita curda de 31 anos dirige a reconstrução de Raqqa, ex-capital do EI na Síria