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Festival Cachoeira Doc traz a Paris filmes que mostram diversidade do Brasil

Por Patricia Moribe

O festival Brésil en Mouvements, que começa nesta quarta-feira (19), em Paris, deu carta branca a Amaranta Cesar, criadora do festival Cachoeira Doc. Também cineasta e professora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), ela fala nesta entrevista de alguns filmes que pincelam a diversidade cultural do Brasil.

Criado em 2010, o festival Cachoeira Doc segue a linha de descentralização da educação e da criação de polos de educação e de construção de pensamento nas cidades do interior do Brasil, que norteou o estabelecimento de novas universidades pelo país, incluindo a UFRB.

“O Cachoeira Doc segue essa filosofia, essa política de tentar mudar as rotas habituais do cinema brasileiro e criar ali em Cachoeira, que é periferia da periferia, um espaço de pensamento dos filmes. Não só para que a gente tivesse acesso ao cinema que circula nos grandes centros”, diz.

“Mas também que, a partir daquele lugar, que tem uma história particular, sendo uma cidade marcada pela escravidão, pela trajetória colonial, e que hoje se reergue, muito em função da universidade; que, a partir desse lugar, a gente pudesse também contribuir para colocar questões para o cinema feito no Brasil, para provocar e instigar novas formas da divisão dos recursos, dos imaginários”, acrescenta Amaranta.

Mas com a descontinuidade das políticas públicas, a edição de 2018 acabou sendo cancelada por falta de recursos, lamenta a pesquisadora.

Diversidade

Em Paris, ela trouxe uma série de curtas e média-metragens, como “Travessia”, de quatro minutos, feito pela baiana afrodescendente Safira Moreira, sobre a ausência de fotografias nas famílias negras no século passado. Outro destaque vai para “Ava Marangatu”, realizado por um coletivo Kaiowá-Guarani, sobre uma caçada de crianças que não deu certo, refletindo a perda do território e a relação dos indígenas com os animais e a natureza.

Como cineasta, Amaranta César tem um filme recente, “Maré”, filmado na comunidade quilombola do distrito de Cachoeira. “É sobre a resistência das mulheres, que vivem em estreita relação com a natureza e o mangue, sob a intensa influência das forças míticas afro-brasileiras. Elas estão tão próximas geograficamente, mas muito distantes ao mesmo tempo, e podem nos ensinar muito”, afirma Amaranta.

O festival Brésil en Mouvements acontece até 23 de setembro de 2018.

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