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Meio Ambiente
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Ambientalistas analisam programas dos presidenciáveis: de desastrosos a simplistas, poucos passam pelo crivo

Por Paloma Varón

A RFI convidou três especialistas em questões ambientais para analisarem os programas de governo dos candidatos à Presidência da República em 2018. Agrotóxicos, desmatamento, transporte, saneamento e populações indígenas são algumas das questões que mais preocupam.

Para Marcio Santilli, sócio-fundador do Instituto Socioambiental, os candidatos, em seus programas, dão diferentes tratamentos ao tema. Enquanto alguns fazem das questões ambientais um eixo central, outros tratam de forma periférica.

“Os candidatos Marina Silva (Rede) e Fernando Haddad (PT) foram aqueles que deram uma maior relevância a este tema nos seus programas de governo, como um dos eixos centrais da visão do país que eles pretendem apresentar. O candidato Jair Bolsonaro (PSL) tem uma posição bastante avessa a esta agenda, propõe exploração predatória de recursos naturais e não demonstra muito compromisso com os direitos constitucionais de povos indígenas, de modo que tem uma posição mais adversa”, avalia.

Na análise de Malu Ribeiro, especialista em recursos hídricos da Fundação SOS Mata Atlântica, os candidatos abordam a questão ambiental de forma muito incipiente. Segundo ela, Jair Bolsonaro tem menos ou quase nenhum foco na questão ambiental.

“Os candidatos de centro, centro esquerda e esquerda trazem questões importantes como, por exemplo, a valorização de áreas protegidas. A questão do saneamento aparece forte nas propostas, nos discursos, nos debates”, diz.

Água como direito humano

“É um modelo antigo de tratar a questão ambiental. Estes temas aparecem de uma forma muito tímida, como se o Brasil não tivesse compromissos internacionais com o Acordo do Cima, com as convenções de biodiversidade ou mesmo de direitos humanos, que reconhecem a água limpa e acessível para todos como um direito humano”, continua Ribeiro.

Para a especialista em água, apenas três candidatos tratam a questão da segurança hídrica de uma forma mais abrangente e integrada: Marina Silva, Geraldo Alckmin (PSDB), que esteve à frente do governo de São Paulo no auge da crise hídrica que atingiu o Estado, e Fernando Haddad.

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