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“Brasil é uma fábrica de demagogos”, diz Le Monde Diplomatique

Por RFI

O jornal Le Monde Diplomatique dá destaque para a situação política do Brasil em sua edição do mês de outubro que chega às bancas neste fim de semana. O texto afirma que as grandes potências do país, inclusive a imprensa local, estariam, de forma demagógica, tentando eleger Geraldo Alckmin, o candidato do PSDB.

O artigo assinado por Glenn Greenwald e Victor Pougy relembra os episódios recentes da história política do Brasil, desde a destituição da presidente Dilma Rousseff. De acordo com os jornalistas, a queda da chefe de Estado é fruto de uma campanha contra a corrupção orquestrada pela justiça, mas também pela mídia e pelo patronato brasileiros. Porém, continua o texto, a saída da petista do cargo acabou dando o controle do país para “verdadeiros criminosos”.

Os jornalistas afirmam que a mídia também está se mobilizando para intervir na política durante a campanha presidencial. “A imprensa oligárquica se aliou explicitamente ao candidato Geraldo Alckmin”, aponta o texto, que acusa o ex-governador de São Paulo de ter construído uma carreira aceitando favores do mundo das finanças. Mesmo se por enquanto o candidato aparece com menos de 10% das intenções de voto, ele representaria “o melhor guardião do statu quo com o qual os poderosos poderiam sonhar”, analisa.

O artigo do Le Monde Diplomatique explica que Alckmin pretende criar um bloco centrista para tentar vencer PT e Jair Bolsonaro e que, para isso, chamou como vice em sua chapa Ana Amélia Lemos, do Partido Progressista. No entanto, o texto lembra que o PP apoiou a ditadura militar no passado e que a própria Ana Amélia, se estivesse nos Estados Unidos ou na Europa, seria vista como uma política de extrema direita.

Além disso, continuam os jornalistas, o PP é um dos partidos mais envolvidos nos escândalos de corrupção que sacodem o país, o que não parece incomodar a imprensa. “Dos 56 deputados do PP, 31 são acusados de corrupção”, contabiliza o texto. “Até Bolsonaro achou melhor se afastar deles”, ironiza o artigo.

Segundo o texto, “graças ao apoio da imprensa privada, que não parou de condenar a corrupção, dois dos partidos políticos mais corrompidos da América Latina pretendem chegar ao poder no maior país da região”. No entanto, prosseguem os jornalistas, Bolsonaro, “que não esconde sua vontade de um retorno dos militares ao poder”, continua favorito.

“A aposta da elite brasileira, que tenta se reunir em torno de uma imensa coalisão de corruptos, está condenada ao fracasso”, já que a população perdeu a confiança nas instituições, afirma o texto. Por essa razão, a estratégia das elites poderia acelerar a chegada ao poder de Bolsonaro, “um personagem que encarna uma ameaça para o país”, finaliza o artigo.

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