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Favorito, Bolsonaro foca no Nordeste de Lula e Haddad aposta no 2° turno

A dois dias das eleições, o desempenho de Jair Bolsonaro na reta final da campanha deu gás a seus apoiadores e acendeu o sinal de alerta especialmente no PT. Já o PT reforça discurso para os mais pobres e ataca adversário para garantir uma vaga no segundo turno da disputa.

 

Raquel Miúra, correspondente da RFI em Brasília

O candidato militar subiu três pontos em dois dias e alcançou 35% das intenções de voto, de acordo com o Datafolha divulgado nessa quinta-feira (5/10). Fernando Haddad tem 22%, seguido de Ciro Gomes com 11%, Geraldo Alckmin com 8% e Marina Silva, 4%. Nas simulações de segundo turno, o quadro é de empate técnico: 44% de Bolsonaro contra 43% de Haddad.

Considerando apenas os votos válidos, Bolsonaro tem 39%, e está a onze pontos de uma vitória no primeiro turno. Para o cientista político Leonardo Barreto, a eleição pode ser definida próximo domingo. "Depende muito da transferência de votos de outros candidatos para Bolsonaro. Ele está numa curva de crescimento, então é possível sim, essa chance aumentou para ele. Claro que o desafio é grande, pois para isso são necessários de 10 a 12 pontos", diz.

Nos últimos dias Bolsonaro direcionou seu discurso ao reduto eleitoral de Lula: o Nordeste, onde deu entrevistas a algumas rádios e reforçou o discurso em prol do Bolsa Família. E de olho no eleitor de centro, tenta se afastar da imagem de machista, racista e homofóbico. "Foi o PT que dividiu o país entre homossexuais e heterossexuais, entre homens e mulheres, pais e filhos. Nós vamos reunir o país", declarou. Alegando recuperação pelo atentado que sofreu no dia seis de setembro, Bolsonaro não foi aos debates da TV desde então.

Opositores buscam segurar crescimento de Bolsonaro

Já o petista Fernando Haddad viveu dois momentos diferentes nos últimos dias. A euforia do crescimento nas pesquisas, na semana passada, quando se confirmou a transferência de parte dos votos de Lula para o ex-prefeito de São Paulo, que se consolidou na segunda posição. E agora, na reta final, o esforço para levar o jogo de fato para uma segunda etapa tentando segurar crescimento de Bolsonaro.

O petista e o candidato do PSL enfrentam as maiores rejeições entre os eleitores: 45% dizem não votar de forma alguma no militar e 41% não votam em Haddad. No último programa eleitoral veiculado nessa quinta e no debate dos presidenciáveis na TV Globo, o substituto de Lula atacou o adversário, lembrando das polêmicas levantadas pelo vice de Bolsonaro, como as críticas ao décimo terceiro salário e as férias remuneradas. O candidato do PT reiterou que o militar é um risco ao país. "Nós só conseguimos gerar milhões de empregos, construir casas populares, distribuir renda nos nossos governos porque a democracia estava garantida. Hoje nós vivemos um risco de não termos mais essas condições", ressaltou.

Já Ciro Gomes, do PDT, em terceiro lugar nas pesquisas e estacionado nos 11%, reforçou o discurso de que pode ser uma alternativa à polarização entre Bolsonaro e Haddad. Ele adotou uma postura que poupou Lula, mas atacou o que qualificou de falta de experiência de Haddad para um projeto nacional.

A equipe de Ciro destacou o apoio que ele recebeu da economista Mônica de Bolle, pesquisadora-sênior do Peterson Institute for International Economics e diretora do Programa de Estudos Latino Americanos da Johns Hopkins University, em Washington, em um vídeo divulgado na internet. "Ele tem uma proposta boa para a previdência, uma proposta para tirar pessoas do SPC. Não podemos entrar no equívoco de transformar as eleições num referendo entre a ditadura militar e a democracia, versus um referendo sobre a corrupção", disse a economista.

Já o PSDB, apesar do gordo tempo eleitoral por causa da ampla aliança com o centrão, não conseguiu avançar e ainda viu nos últimos dias aliados de Geraldo Alckmin, inclusive tucanos, endossar um discurso pró Bolsonaro, na tentativa de angaria votos a partir do crescimento do militar nas intenções de voto. Para se manter vivo, Alckmin usou os últimos programas para atacar os principais candidatos:

O retrocesso será votar em Haddad ou em Bolsonaro. Eles não têm proposta para melhorar o país e sim para piorar a situação.Marina Silva, da Rede, que perdeu eleitores tanto para Haddad quanto para Bolsonaro, também fez apelo nesse sentido, colocando-se como alternativa segura para a polarização que se consolidou no cenário nacional.

 

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