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Brasil ocupa 81° lugar no Índice de Capital Humano do Banco Mundial

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O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, apresentou os resultados do Índice de Capital Humano em Bali REUTERS/Johannes P. Christo

O Banco Mundial divulgou nesta quinta-feira (11) seu Índice de Capital Humano. O novo sistema, revelado durante a reunião anual entre a instituição e o Fundo Monetário Internacional (FMI), na ilha indonésia de Bali, posiciona o Brasil bem longe de seus vizinhos latino-americanos.


O índice, realizado em forma de ranking, analisa os países em função dos investimentos em saúde e educação para o desenvolvimento do capital humano. Dos 157 países do planeta, o que apresenta a pior situação é o Chade.

O Brasil aparece em 81ª posição bem abaixo de vizinhos do continente como Argentina (63º lugar), Equador (66º) ou Peru (72º). Entre os latino-americanos, o Chile é o que aparece em melhor situação, no 45° lugar.

O dispositivo, que avalia critérios como mortalidade antes dos cinco anos de vida, escolarização e pautas de saúde, foi liderado por países asiáticos. Singapura está no topo da lista, seguido de Coreia do Sul, Japão, Hong Kong.

Segundo o Banco Mundial, o capital humano consiste em conhecimento, habilidades e a saúde que uma pessoa pode acumular em sua vida. "Frequentemente esse capital é o único que possuem as pessoas mais pobres”, defende o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim. “É um dos fatores essenciais de um crescimento econômico sustentável e inclusivo. Porém, os investimentos em saúde e educação não receberam a atenção que mereciam (...) Espero que esse índice encoraje os países a adotar medidas urgentes e investir mais e melhor nas populações”, continua.

Nessa primeira edição, o dispositivo mostrou, por exemplo, que 56% das crianças nascidas hoje serão privadas de mais da metade de sua renda potencial quando chegarem à idade adulta, em razão da falta de investimentos em educação.

Índice de Capital Humano pretende propor uma abordagem menos econômica que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que leva em conta indicadores como a expectativa de vida ao nascer, a média de anos de escolaridade, mas também a renda per capita da população. No caso do IDH, o Brasil esteve em 79º lugar no ranking mundial de 2017, liderado por Noruega, Austrália, Suíça, Alemanha e Dinamarca. Os últimos colocados são República Centro-Africana (188°) e Niger (187°).