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"Governo brasileiro precisa facilitar exportação para pequenos empresários", afirma designer de joias

Por Elcio Ramalho

A designer de joias Maria Oiticica, nascida na região da Amazônia, veio à Paris para desbravar novos mercados para seus produtos. Ela, que já tem um público sólido em Portugal, afirma que o Brasil precisa facilitar a exportação para os pequenos e médios empresários.

Uma das particularidades do trabalho de Maria Oiticica é a proposta de “biojoias”, objetos feitos com matéria-prima natural, como ela explica. “São palhas, sementes, madeira reciclada. É um trabalho baseado na sustentabilidade, com o conceito ético e com preços de comércio justos”, diz.

Maria Oiticica afirma que falta mais investimento do governo brasileiro em medidas que facilitem a exportação. “Nosso país está em crise. Então a porta de saída agora é a exportação. Não tem mais jeito, ou exporta, ou exporta”. Mas ela lembra que, uma vez superada a dificuldade de exportar, os produtos brasileiros fazem sucesso na Europa.

“Em Lisboa, tem a casa Pau Brasil, que representa marcas brasileiras, e a aceitação é enorme. Eles estão muito satisfeitos. Estou com uma proposta para abrir uma loja em Cascais e o parceiro seria também o distribuidor”, conta. “Isso facilitaria o mercado para Paris e toda a Europa”.

Entre os entraves ligados à exportação, Maria Oiticica cita a qualidade dos transportes e de armazenamento e os altos custos. “É preciso exportar em grupo. O governo devia olhar para micro e médias empresas. Nossa exportação [a brasileira] é muito setorial, para os grandes setores. E como meu material é pequeno, encarece ainda mais”. Ela também ressalta que o comércio online é desencorajado pelo fato de que o preço do frete, em muitos casos, supera o dos produtos.

Bijuterias que mudam vidas

Maria Oiticica conta que trabalha com um importante projeto social no Rio de Janeiro, que ajuda mães de filhos hospitalizados. “Chama-se Projetos Novos Caminhos. As mães ficavam sem ter o que fazer, porque precisavam passar o dia nos hospitais com as crianças, que têm problemas crônicos. Esse projeto leva trabalho para essas mães que, ao invés de ficarem sem ter o que fazer, passam a trabalhar”.

A designer de joias afirma que o material de seus produtos chamou logo a atenção das mulheres que fazem parte do projeto. “É uma coisa muito viva, quem trabalha com semente se apaixona, na mesma hora. É amor à primeira vista. Elas passaram a levar e trabalhar com aquilo na condução. São duas horas para chegar em casa, até as crianças brincam com as bolinhas, ajudam”.

O contato com um meio de produção, com rendimento financeiro, mudou a realidade das mães, segundo Maria Oticica. “Aquela mãe que não tinha um ‘tostão’, que era maltratada pela família porque pensavam que ela não fazia nada, ganharam um protagonismo social familiar, porque passaram a produzir”.

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