rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
  • Ministro francês acusado de esbanjar dinheiro renuncia
RFI CONVIDA
rss itunes

“Minha música é um engajamento pela liberdade”, diz gaúcho radicado na França

Por Elcio Ramalho

Músico gaúcho radicado há mais de 30 anos na França, Marcos de Oliveira lança neste mês de outubro seu novo álbum “Exaltação”. A obra é a primeira com o grupo Marcos D Project, criado por ele e reunindo outros dois músicos brasileiros e um francês.

“Exaltação é uma história de encontros”, diz Marcos sobre a formação do quarteto que sintetiza, segundo ele, um pouco da mestiçagem do Brasil e a abertura para outras culturas.

Em Lyon, onde vive, Marcos encontrou o percussionista e baterista carioca Zaza Desiderio, o pianista pernambucano Ewerton Oliveira e o único francês da turma, o baixista Greg Theveniau, que pelas várias viagens de infância às Antilhas francesas se interessou pela música e pelos ritmos caribenhos. Ao embarcar todos em uma mesma aventura musical, o gaúcho de Porto Alegre criou o Marcos D Project.

O disco, produzido há cerca de um ano, traz nove faixas compostas por Marcos, que além de tocar violão é o cantor do grupo. Esse trabalho é fruto de suas experiências pessoais e artísticas, contou na entrevista à RFI Brasil. A influência veio sobretudo da bossa nova, ritmo que o embalou principalmente na adolescência.

“A bossa nova para mim é representativa por ter condensado todas as influências do samba de origem africana e das músicas que vieram da Europa e dos Estados Unidos. Foi o encontro entre as harmonias do jazz e do samba brasileiro que deu origem à bossa nova, que influenciou muito meu trabalho de composição até agora”, afirmou.

Engajamento

Na letra de “Exaltação samba”, que deu origem ao título do álbum, Marcos faz referência à decisão de trocar o Brasil pela França, país que o seduziu pela defesa contundente da liberdade, maior inspiração para o disco.

“O engajamento é de uma certa consciência desta liberdade, que é o tema do disco. 'Exaltação' é, ao mesmo tempo, um elogio ao que me inspirou no Brasil e uma alternativa à dura realidade do mundo, um novo sonho que pode permitir levar à liberdade. Meu engajamento é nesse sentido”, argumenta.

Em mais de três décadas de vivência em solo francês, Marcos de Oliveira só tem elogios à receptividade do povo local à melodia e ao trabalho dos artistas brasileiros no país. “O gosto dos franceses pela música brasileira sempre reservou a mim e aos meus colegas uma acolhida extraordinária. A comunicação com os franceses, principalmente quando a gente está no placo, sempre foi muito estimulante”, comemora.

 

Ricupero: Bolsonaro nomear filho embaixador nos EUA “é chocante e sem precedentes”

Rodrigo Ferreira: dos templos evangélicos no Brasil à cena lírica internacional

“O combate à corrupção no Brasil é uma mentira”, diz sociólogo Jessé Souza

Christiane Jatahy em Avignon: “Há no Brasil um pensamento ditatorial para calar a diferença”

“ONU está em alerta para acolher defensores de direitos humanos do Brasil”, diz deputada Renata Souza

“Lutamos tanto para conquistar um pouco de direitos humanos e a gente vai retirar isso?” questiona Marcelo D2 em entrevista em Paris

Acordo UE e Mercosul não é motivo para ufanismo em queda de preços, diz ex-embaixador Graça Lima

Tecnologias do semiárido brasileiro podem ajudar a alimentar imigrantes venezuelanos na Colômbia

"Governo de divisão social, oposto dos anteriores", diz autor de livro sobre Bolsonaro

Advogada do Consulado em Los Angeles analisa situação de brasileiros sem documentos nos EUA

"O ator precisa ter cartas na manga", diz Letícia Spiller sobre carreira de cantora

Brasil não é um dos países que mais usa agrotóxicos, isso é “balela”, diz ministra Tereza Cristina

“Bolsonarismo é uma articulação de radicalismo liberal com autoritarismo social”, diz professor da UERJ

Intolerância a valores progressistas pode impactar na publicidade, diz pesquisadora

Entre identidade e melodia, sambas-enredo "recuperam identidade brasileira", diz intérprete Ana Guanabara

"Camocim", documentário de Quentin Delaroche, recupera juventude idealista do interior de Pernambuco, no caos do esvaziamento ideológico do Brasil

“Negro, gay e comunista”, cubano Bola de Nieve é homenageado pela cantora Fabiana Cozza em Paris