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Moro aceita convite e será ministro da Justiça de Bolsonaro

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O juiz Sérgio Moro, em Curitiba, em foto de arquivo de 2016. HEULER ANDREY / AFP

O juiz Sérgio Moro, responsável pela condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 12 anos de prisão por corrupção, aceitou nesta quinta-feira (1°) o convite do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para o Ministério da Justiça.


Sérgio Moro, 46, que dirige a Operação "Lava Jato", deverá deixar a magistratura para assumir o cargo e declarou, em nota oficial, que aceita o convite de Jair Bolsonaro com "certo pesar", porque ainda teria 22 anos de carreira pela frente.

"No entanto, a pespectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituicão, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão", disse o juiz.

Segundo informações da imprensa brasileira, Moro chegou e saiu do condomínio onde mora Bolsonaro, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, em um carro da Polícia Federal. O encontro durou cerca de 1h30.

O jornal francês Le Monde, em sua edição desta quinta-feira, publicada antes do anúncio, traz uma reportagem sobre as “ambiguidades de Sérgio Moro”. O diário afirma que a inexperiência política do responsável pela prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um fator que não deve ser ignorado e questiona se “foi por ter emprisionado o líder da esquerda brasileira que o magistrado será recompensado por Jair Bolsonaro”.

A matéria do Monde retraça a história do juiz que, investigando “um caso banal” de lavagem de dinheiro, acabou revelando um dos maiores casos de corrupção do país. “A operação envolve quase todos os partidos, mas a Justiça e Sérgio Moro têm um cuidado todo especial em relação ao Partido dos Trabalhadores”, diz a reportagem.