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PT vê acelerar processos contra Lula e deposita esperança no STF

Apoiadores do ex-presidente Lula sentem que processos contra o petista na justiça têm acelerado com o clima pós-eleição e depositam expectativas novamente no Supremo Tribunal Federal.

Raquel Miúra, correspondente da RFI em Brasília

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi denunciado na segunda-feira (26) em mais um desdobramento da operação Lava Jato, acusado de lavagem de dinheiro pelo Ministério Público de São Paulo. Os procuradores dizem que Lula tentou influenciar o governo da Guiné Equatorial a renovar contratos com o grupo brasileiro ARG, que atuava principalmente na construção de rodovias.

O ex-presidente teria, usando seu prestígio internacional, defendido a atuação da empresa, inclusive por meio de uma carta. Em troca, diz a acusação, o Instituto Lula recebeu R$ 1 milhão em doação da empresa. As acusações se remetem a fatos de 2011, quando Lula já não estava na Presidência da República.

Petistas dizem que Lula não tem qualquer poder sobre o governo de outro país; que um presidente ou ex-presidente deve elogiar as empresas nacionais e que isso não é crime.

“É um absurdo, passou de todos os limites essa denúncia. Lula já havia deixado a presidência há anos. E todos os institutos de ex-presidentes recebem doação, foi assim com o instituto de Fernando Henrique, com o de Bill Clinton”, afirmou o líder do PT, deputado Paulo Pimenta.

Lula, já condenado no caso do apartamento no Guarujá pela justiça de Curitiba, vira réu nesse outro processo se a justiça de São Paulo considerar que os indícios são fortes de fato para abertura da ação penal.

Outras denúncias contra Lula e o PT

Em outra ação, bem adiantada na primeira instância, Lula prestou depoimento dias atrás sobre o sítio em Atibaia (SP). Nos corredores de Brasília houve quem afirmasse que as imagens do ex-presidente mais magro e envelhecido teriam impressionado alguns membros do judiciário.

Mas a avaliação é de que dificilmente o Superior Tribunal de Justiça encararia as ruas soltando Lula. E, assim, cresce a aposta no PT de uma decisão sobre a prisão em segunda instância no Supremo Tribunal Federal. A expectativa é de que o caso entre na pauta da corte em março ou abril do ano que vem.

Semana passada, num outro caso, um juiz de Brasília recebeu a denúncia e tornou réus os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, além dos ex-ministros da fazenda Guido Mantega e Antônio Palocci,e o do ex-tesoureiro PT, João Vaccari Neto. Eles passam a responder por organização criminosa.

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann e outros integrantes do partido também foram denunciados no mesmo caso, mas em razão do foro especial o caso deles permanece no STF. O ministério público diz o PT recebeu quase R$ 1,5 bilhão em propina, no esquema apelidado de "quadrilhão do PT".

Os investigadores dizem que houve desvio de recursos de empresas públicas para favorecer a sigla. A legenda rebate e afirma que a acusação é mais um ato de perseguição judicial.

Composição do futuro governo

Enquanto o PT se vê às voltas com a Justiça, a Lava Jato amplia seu espaço no governo de Jair Bolsonaro. Além de Sérgio Moro, o futuro super ministro da Justiça e Segurança Pública, outros nomes que tiveram peso de alguma forma na operação farão parte do governo.

Érika Marena, delegada da Polícia Federal que batizou a operação Lava Jato já foi anunciada e vai integrar a equipe de Moro no ministério. O diretor geral da PF será Maurício Valeixo, superidentente da corporação no Paraná. E agora o ex-juiz de Curitiba anunciou que Rosalvo Franco, que chefiou a corporação no estado de 2013 a 2017, vai assumir uma secretaria que coordenará ações conjuntas das políticas civil  e militar.

“Hoje nós temos muitos grupos criminosos que transcendem as dividas dos estados. Por isso é de todo oportuno uma secretaria que coordene o trabalho, inclusive das políticas com a Polícia Federal”, afirmou Sérgio Moro.

O juiz prepara um conjunto de propostas que será enviado ao Congresso Nacional com medidas de combate à corrupção e ao crime organizado. E fez um apelo aos deputados para que não votem este ano nada que mexa na política de execução penal.

Um projeto que está na pauta pode favorecer a liberação de condenados. Moro diz que nem a situação de lotação das cadeias brasileiras pode ser usada para liberar políticos condenados por corrupção.

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