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No Brasil para posse de Bolsonaro, premiê de Israel quer discutir transferência de embaixada

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou na segunda-feira (17) que viajará ao Brasil no dia 27 de dezembro para participar da posse de Jair Bolsonaro, no dia 1° de janeiro de 2019. A expectativa do premiê é conversar com o pesselista sobre a eventual transferência da embaixada brasileira em Israel, de Tel Aviv para Jerusalém.

Daniela Kresch, correspondente da RFI em Tel Aviv

Netanyahu surpreendeu ao anunciar que vai passar cinco dias no Brasil, de 28 de dezembro a 2 de janeiro. Ele será o primeiro premiê israelense a visitar o país desde que Israel foi criado, há 70 anos. O primeiro-ministro pretende se reunir com Bolsonaro antes de viajar para Brasília, no dia 31, para participar da cerimônia de posse.

Em reunião com os líderes de seu partido, o conservador Likud, na segunda-feira, o líder israelense disse que o novo presidente brasileiro prometeu “revolucionar as relações do Brasil com Israel”. Netanyahu, que também ocupa os cargos de chanceler e ministro da Defesa, se referiu ao Brasil como uma superpotência com "um quarto de bilhão de pessoas". 

Em setembro do ano passado, Netanyahu passou alguns dias na América Latina em um giro que incluiu Argentina, Colômbia e México. O Brasil não foi incluído na viagem porque Netanyahu preferiu aguardar os resultados das eleições presidenciais no país.

Transferência da embaixada brasileira 

Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro, inspirado por seus eleitores evangélicos, prometeu que faria a transferência da embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém - mudança considerada polêmica pela maior parte dos países do mundo. Mas Netanyahu garantiu a seus partidários que o assunto estará na agenda de discussão com o pesselista.

Segundo as Nações Unidas, Jerusalém deveria ser uma cidade internacionalizada por causa da importância para judeus, muçulmanos e cristãos. Mas Israel considera a cidade sagrada como a capital do país e os palestinos querem parte dela, a Oriental, como a capital de seu futuro Estado independente. A comunidade internacional aceitaria que o status da cidade fosse decidido em um acordo de paz entre israelenses e palestinos.

A maioria dos países mantém embaixadas em Tel Aviv, com exceção dos Estados Unidos e da Guatemala. Há um ano, o presidente americano, Donald Trump, reconheceu Jerusalém como capital de Israel – contrariando os palestinos e o mundo árabe-muçulmano. 

Em 14 de maio deste ano, Washington transferiu a embaixada para Jerusalém, decisão seguida pela Guatemala. O Paraguai chegou a anunciar a mudança, mas voltou atrás logo depois.

No caso do Brasil, ainda não se sabe como a transferência da embaixada seria feita e se um prédio novo seria construído em Jerusalém para o corpo diplomático brasileiro. A princípio, poderia ser algo mais simbólico: talvez o governo Bolsonaro decida apenas reconhecer Jerusalém Ocidental como capital de Israel, como fizeram a Austrália e a Rússia, recentemente. Isso diminuiria a pressão política e econômica de países árabes.

Cinco dias no Brasil

Netanyahu havia planejado ir ao Brasil apenas para a posse de Bolsonaro e surpreendeu ao anunciar que permanecerá cinco dias no país. Há duas semanas, ele considerou que não seria a hora de se ausentar de Israel devido às dificuldades internas de sua coalizão de governo.

Mas, ao que parece, essas dificuldades podem levar à convocação de novas eleições e o premiê talvez esteja de olho na próxima campanha eleitoral. Assim, nada melhor do que viajar, receber honrarias no exterior e conquistar eleitores. Principalmente porque a grande maioria dos israelenses é a favor da transferência de embaixadas para Jerusalém e percebe essa viagem como um esforço para alcançar este objetivo.

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