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Rio recebe em Paris título de primeira Capital Mundial da Arquitetura

Por Márcia Bechara

O anúncio oficial será feito nesta sexta-feira (18) na sede da Unesco, em Paris, numa cerimônia que será presidida pela diretora-geral da instituição, Audrey Azoulay. Verena Andreatta, secretária municipal de Urbanismo do Rio de Janeiro, veio à capital francesa para acompanhar a assinatura do acordo entre a cidade brasileira e a União Internacional dos Arquitetos, representando o prefeito carioca, Marcelo Crivella.

O Rio já seria sede do Congresso Mundial de Arquitetura em 2020. Segundo Verena Andreatta, a escolha para capital mundial da arquitetura se deve a uma parceria entre a União Internacional de Arquitetos e a Unesco. “Estamos muito honrados com a escolha, a cidade do Rio de Janeiro está de portas abertas para o debate sobre arquitetura e paisagem para o século 21. O planeta precisa deste debate sobre cidades globais”, afirmou.

Violência, milícias, corrupção e má gestão de recursos públicos são temas atuais na pauta da cidade maravilhosa. Segundo a secretária, no entanto, eles não devem atrapalhar o brilho do título carioca recém-conquistado. “O Rio de Janeiro é uma cidade com uma diversidade cultural social e arquitetônica. O Rio é uma jovem cidade de 454 anos e, desde o período colonial, deixou belos exemplares arquitetônicos, coloniais, neoclássicos, barrocos. Até o movimento moderno deixou rastros com seu ícone, o Palácio Capanema”, lembra.

Desafios

“Esse título nos dará condições e maiores esperanças para discutir inclusive as nossas mazelas. Nesse confronto de ideias é que a gente vai tentar, com a sociedade global que vai nos visitar, buscar soluções”, diz Andreatta. Segundo ela, os grandes desafios urbanísticos da capital carioca são a urbanização das áreas informais das favelas, a compactação da cidade, e a estruturação da rede de transportes para a sustentabilidade.

“A cidade do Rio de Janeiro foi muito planejada, durante toda sua existência. Um plano de desenvolvimento sustentável está sendo debatido pela própria sociedade carioca. São questões relevantes”, diz a secretária. Em termos de patrimônio, Verena revelou que o Rio tem hoje “10 mil imóveis preservados e 2 mil imóveis tombados”. “Muitos deles estão recuperados e acabamos de aprovar um Código de Obras na última segunda-feira (14) que permite a reconversão de imóveis em estado de deterioração, para melhorar as condições destas edificações. É um código que simplifica e que vai melhorar e facilitar a reconstrução desses imóveis”, concluiu Andreatta.

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