rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
RFI CONVIDA
rss itunes

“Europeu gosta de música brasileira com contexto histórico”, diz cantor Mario Bakuna

Por Elcio Ramalho

Cantor, compositor e produtor musical, Mario Bakuna está de volta a Paris para um show de lançamento neste sábado (19) do seu novo álbum, Where Rio de Janeiro Meets Bahia, assinado em parceira com o percurssionista Edmundo Carneiro.    

A obra é resultado de um encontro dos dois artistas em um workshop realizado em Londres, onde Bakuna está radicado. “No workshop, as canções que eu abordei para explicar os ritmos eram de compositores do Rio e da Bahia e propus a ele gravarmos um disco porque tinha ficado muito bonito”, recorda.

O baiano Edmundo e o paulista Mario Bakuna assinam também a produção da obra que reúne 10 canções. O repertório inclui músicas de Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Baden Powell, mas sobretudo músicas da família Caymmi.  “Sou muito fã do Dori Caymmi, o que influenciou muito”, admite.

Bakuna define o estilo do disco como “afro-brasileiro”, com muita sonoridade acentuada pelas escolhas de Carneiro, que optou por muitos atabaques, referenciais da cultura negra. “Tem também influências do jazz, que gosto, mas tem forte identidade afro-brasileira”, destaca.

Música e antropologia

A turnê para promoção do disco Where Rio de Janeiro meets Bahia começou por Bruges, na Bélgica, passou por Bruxelas, Amsterdã e pelo norte da Alemanha, antes de desembarcar na capital francesa. Os shows têm encontrado uma plateia entusiasmada e fãs que lotam as salas de concertos, segundo Bakuna.  

“Penso música agregada com antropologia, com uma linha explicativa histórica, para proporcionar uma leitura mais ampla”, explica.

Ele cita como exemplo as canções de Caymmi, que traduzem um estilo de vida baiano, assim como o afro samba de Baden Powell e Vinícius, que falam dos mitos dos orixás e das religiões afrobrasileiras. “Nosso público gosta de ser inserido em contextos históricos”, justifica o músico.

A agenda de shows vai até setembro pelos palcos de diversos países da Europa, África, Ásia e também na América do Sul.   

 

 

“Discurso de ódio de Bolsonaro favorece ataques contra imprensa”, diz representante da RSF no Brasil

“Torre das Donzelas é um convite à resistência”, diz cineasta que reviveu presídio feminino durante a ditadura

“Acredito na resiliência do setor cultural”, diz assessor da Ancine sobre riscos para fomento

“Não queremos reviver luta armada”, diz diretora de documentário sobre ex-guerrilheiro

“Somos massacrados pela música comercial da pior qualidade”, diz trombonista Raul de Souza

Brasil rejeita presença africana desde século 19, diz Beatriz Mamigonian, especialista em escravidão moderna

“Bolsonaro é uma ameaça aos indígenas do Brasil”, diz cacique Tanoné em visita à França

Professor da Unicamp apresenta em Paris dispositivo alternativo para imersão sonora

Atualidade política inspira 21ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Paris

“Eu nunca me aquietei artisticamente”, diz cantora Flávia Bittencourt em turnê pela Europa

Escritora italiana Lisa Ginzburg lança livro de amor e tragédia no Brasil dos orixás

Filme sobre destruição de marco zero do Rio traz triste paralelo com atualidade

DJ Marcelinho da Lua lança álbum “Insolente” e diz: “Mundo atual está precisando de provocação”

Arte “ecológica” de Manfredo de Souzanetto volta a ser exposta na Europa

Apesar dos retrocessos no país, literatura brasileira vive um bom momento, avalia Henrique Rodrigues

“Literatura LGBT não deve virar rótulo”, diz escritora Cristina Judar em Paris

“Cada vez mais o racismo brasileiro sai do armário”, diz Conceição Evaristo em Paris

Beatriz Seigner: Lula e Dilma ajudaram a mostrar outros sotaques do cinema no Brasil