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Brasileira fez parte da primeira formação de consultores do método Marie Kondo

Marina Ramalho participou do curso de formação em Nova York em 2016 e trabalha como consultora no Canadá. O livro que ensina o método de arrumação Marie Kondo já vendeu mais de 2 milhões de exemplares em todo o mundo.

Amanda Lourenço, em colaboração para a RFI

Selecionar objetos e roupas que trazem alegria se tornou, de repente, uma mania mundial. A responsável pela febre é a japonesa Marie Kondo, que desenvolveu um método de organização baseado em princípios de desapego e afetividade. Ela ganhou sua própria série de TV, Tidying Up, onde ajuda famílias a se livrarem do excesso de bens materiais. Nos Estados Unidos, o programa causou um aumento de doações de roupas para instituições, fenômeno que está sendo chamado de “efeito Marie Kondo”.

Algumas pessoas, no entanto, preferem contar com uma ajuda personalizada para esvaziarem suas casas. Marina Ramalho, brasileira que vive no Canadá há dez anos, fez parte da primeira turma de formação de consultoras do método Konmari, em 2016.

“Quando ouvi falar do livro fiquei super empolgada, porque o sistema é bem prático. Ele cria um plano perfeito para você lidar com a bagunça da sua casa inteira. Então arrumei a minha casa toda e me apaixonei. Logo depois descobri que o programa estava, pela primeira vez, treinando pessoas para serem consultores e me inscrevi”, conta.

Marina afirma que não era nenhum exemplo de organização antes de conhecer o sistema KonMari. “Sempre digo para meus clientes que não sou uma daquelas pessoas que já nasceram organizadas. Pode perguntar para a minha mãe, meu quarto sempre foi bagunçado”, brinca, acrescentando que tem “uma natureza caótica”.

Acumulação é um problema universal

Depois da formação, Marina criou a Joy of Less, onde presta consultoria para interessados em uma vida mais organizada, pessoalmente e online. Ela afirmou que a procura pelo método cresceu consideravelmente e acha curioso que no seu círculo social as pessoas estejam finalmente ouvindo o que ela vinha tentando explicar há anos.

“Foi interessante essa explosão de popularidade tão de repente, mas é de se esperar, já que esse problema de excesso é um problema que muita gente tem”, explica Marina. A brasileira recomenda que os interessados procurem entender a filosofia por trás do método, que vai além de manter as gavetas arrumadas. A organização seria o resultado físico de um processo mais profundo.

“Nos livros, a Marie Kondo explica bem o raciocínio por trás do programa e as razões para organizar por categorias e não por cômodos da casa, por exemplo. Recomendo a leitura”. Por experiência própria, ela garante que funciona: “Hoje, se você me pedir qualquer coisa, sei exatamente onde está. Até meu marido que não é a pessoa mais organizada do mundo já melhorou muito!”, brinca Marina.

 

Depois da formação, Marina criou a Joy of Less, onde presta consultoria para interessados em uma vida mais organizada, pessoalmente e online. Arquivo Pessoal

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