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"Alastrar competitividade para toda a economia brasileira está no radar do governo", diz diretor-geral da OMC

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, participou nesta terça-feira (12) da primeira Conferência Internacional sobre Segurança Alimentar organizada por diversas agências das Nações Unidas na sede da União Africana em Addis Abeba, na Etiópia.

Em entrevista exclusiva à RFI, Azevêdo afirmou que o comércio global exerce um papel fundamental para retirar as pessoas da pobreza e criticou medidas comerciais isolacionistas de alguns governos.

“O que vemos no mundo moderno é uma escalada de tensões comerciais que não são apenas comerciais. Com frequência, se veem motivações estratégicas e políticas que também têm impacto na área comercial”, afirmou.

Azevêdo disse que quando as crises comerciais são acentuadas por elementos geopolíticos, a busca por soluções fica mais complexa. “A OMC está tentando, dentro das suas possibilidades e jurisdição, encontrar maneiras de diminuir essas tensões para facilitar o comércio e o crescimento da economia global”.

Torcida para acordo entre Mercosul e União Europeia

O diretor declarou que a OMC é favorável ao estabelecimento de grandes acordos comerciais entre blocos e países como, por exemplo, a recente criação de uma zona de livre comércio entre União Europeia (UE) e Japão. Azevêdo aposta que se houver vontade política, o acordo de comércio entre UE e Mercosul poderá sair do papel.

“Vemos de forma positiva essas iniciativas de liberalização comercial, de maior integração no comércio mundial, de certa forma complementando o que fazemos no plano multilateral da OMC. São processos paralelos, que seguem pistas paralelas e que se complementam. Sobre o Mercosul e a União Europeia, não sei se vai sair nem quando vai sair, mas penso que se houver vontade política sairá e torço para que isso aconteça”.

Competitividade brasileira

Azevêdo recordou que o sucesso do comércio exterior brasileiro está diretamente ligado ao crescimento da economia mundial que – afirmou – passa por um momento de “muitas incertezas”. 

“O desafio das exportações brasileiras é atingir uma competitividade mais horizontal. Nós temos setores de excelência no Brasil, sobretudo na agroindústria, mas também na área industrial, mas é preciso que essa competitividade se alastre pela economia como um todo. Acho que esse é um grande desafio que está no radar desse governo, pelo menos em todas as conversas que tivemos, deram a entender que essa é uma das prioridades e eu acho que esse é um caminho a ser seguido”.

Exportação de países em desenvolvimento

O diretor-geral da OMC destacou que a maior dificuldade dos produtores dos países em desenvolvimento que exportam não é de ordem tarifária, e sim de uma justa adequação dos produtos aos padrões internacionais.

“A OMC está desenvolvendo ferramentas e instrumentos de alta tecnologia para que produtores exportadores possam planejar a comercialização de modo a atender esses padrões e colocarem seus produtos no mercado internacional. São sobretudo requisitos como rotulagem, embalagem, informação de conteúdo, de preparo do produto dentro dos padrões sanitários vigentes”.

 

 

 

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