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Ato em Roma recorda um ano do assassinato de Marielle Franco

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Ato na Casa Internacional das Mulheres, em Roma, recordou a memória de Mariele Franco, assassinada um ano atrás no Rio de Janeiro. 14/03/2019 Rafael Belincanta

Um ato na Casa Internacional das Mulheres, em Roma, nesta quinta-feira (14) recordou a memória de Mariele Franco, assassinada um ano atrás no Rio de Janeiro junto com seu motorista Anderson Gomes.


Rafael Belincanta, correspondente da RFI em Roma

“Um ano de dor, de resistência, mas acreditando na justiça do Brasil, acreditando nesse coletivo que se junta a todas nós para somar e cobrar com muito mais força”, declarou Marinete da Silva, mãe de Marielle Franco em um vídeo exibido durante o encontro.

“É fundamental o apoio da comunidade internacional para ajudar a fiscalizar e denunciar qualquer retirada de direitos, crimes contra os direitos humanos, sobretudo a cobrar do Estado uma resposta à pergunta quem mandou matar Marielle? ”, afirmou também em vídeo Fernanda Chavez, assessora de Marielle e única sobrevivente do atentado.

“Marielle vive em todos os homens e em todas as mulheres que têm a semente da justiça e da democracia, porque é isso que nós precisamos neste momento. Esse movimento que cresceu no mundo inteiro hoje leva a palavra de Marielle onde há necessidade de justiça”, declarou Rosa Mendes, presidente da Associação Mulheres Brasileiras na Itália.

Homenagem na Itália

Carla Centoni, responsável do Centro Antiviolência Marielle Franco que atua em cidades na região metropolitana de Roma, explica o porquê da homenagem à ativista carioca. “Marielle Franco não é um feminicídio, Marielle Franco é muito mais, é um ‘cale-se’ às mulheres que defendem os direitos das mulheres, das diversidades, dos mais fracos. Para nós, Marielle Franco é uma ativista que deve permanecer no coração porque ela representa justamente esse ‘cale-se’ a quem defende os direitos humanos”, disse à RFI Brasil.

A ONU divulgou uma nota nesta quinta-feira, assinada por um grupo de relatores de direitos humanos, em que “reconhece o trabalho realizado pelos investigadores da polícia e promotores bem como o progresso concreto feito nos últimos dias”, todavia, prossegue o documento, “é preciso fazer mais para esclarecer os motivos do ataque e descobrir quem está por trás dele. O Brasil não deve seguir o caminho da impunidade”.