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Arte “ecológica” de Manfredo de Souzanetto volta a ser exposta na Europa

Por Silvano Mendes

O artista plástico brasileiro Manfredo de Souzanetto volta a apresentar suas obras na Europa. O mineiro expõe seu trabalho em Portugal e na França, país onde fez parte de sua formação artística.

Manfredo de Souzanetto, que expõe na França desde a década de 1970, é um dos artistas presentes no Art Paris, a feira de arte contemporânea da capital francesa, evento que acontece entre 4 e 7 de abril no Grand Palais.

Mas seu trabalho, representado na Europa pela galeria parisiense Pascal Gabert, também pode ser visto atualmente em uma exposição realizada com Luiz Dolino no Casa-Museu Medeiros e Almeida, em Lisboa. Intitulada “Ritmo Dissoluto”, a mostra homenageia os cem anos da obra homônima do poeta Manuel Bandeira. “É uma exposição na qual eu trabalho obras fragmentadas, com pedaços de obras que são remontadas depois, utilizando toda uma gama de pigmentos naturais”, explica o artista.

Souzanetto é conhecido por peças geométricas, entre quadros e esculturas, mas que preservam uma dimensão orgânica, principalmente em razão desses pigmentos naturais usados para colorir suas obras. As cores, compostas pelo próprio artista a partir da terra recolhida em Minas Gerais, são a principal característica de seu trabalho.

Crateras lunares em Brumadinho

Mas por trás da pesquisa estética, o discurso do artista também mostra uma preocupação ecológica, presente desde o início de sua carreira quando, em suas primeiras exposições, ele já chamava a atenção para a destruição das montanhas e da natureza. Por essa razão, a catástrofe de Brumadinho, onde Souzanetto coleta frequentemente parte da matéria-prima para seus pigmentos, o chocou.

“É uma região que eu conheço muito bem. Todo aquele espaço que vai de Belo Horizonte a Congonhas e Ouro Preto, englobando Brumadinho, mais parece crateras lunares”, comenta. “A amplidão da destruição da paisagem é muito impressionante”.

Mesmo se não levanta bandeiras, o mineiro se identifica com a etiqueta de artista ecologicamente engajado. “Nós temos que parar, ou pelo fazer de uma maneira um pouco mais racional, a utilização dos recursos naturais. É uma coisa absolutamente devastadora o que tem sido feito na região das mineradoras”, lança. “Não só artisticamente, mas como ser humano, a gente tem que se engajar para transformar a mentalidade das pessoas e não visar apenas o lucro, mas também a proteção e a reconstrução de toda essa paisagem que está sendo destruída”, finaliza.

Seu trabalho também será exposto entre 3 e 8 de abril na SP Arte, o Festival Internacional de Arte de São Paulo, onde Souzanetto é representado pelas galerias Marcia Barrozo do Amaral e Lemos de Sá.

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