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Projeto "Brasil em Concerto" divulga música clássica brasileira pelo mundo

Em um mundo hiperconectado, onde todos parecem já ter visto tudo, abre-se uma janela e tanto para a música clássica brasileira. Pouco conhecidas dentro e fora do Brasil, obras que fujam daquela lista de compositores que se contam nos dedos da mão raramente têm lugar nos grandes concertos internacionais. 

Vivian Oswald, correspondente da RFI em Londres

A boa notícia é que existe uma tendência mundial de músicos que querem ampliar o seu repertório com obras esquecidas pelo tempo, ou simplesmente desconhecidas. Vão atrás de partituras empoeiradas nas bibliotecas públicas ou das famílias dos próprios compositores.

No Brasil, existe uma imensa quantidade de obras que jamais foram gravadas ou sequer editadas. É aí que se encaixa o projeto "Brasil em Concerto", do Ministério das Relações Exteriores.

Trata-se da recuperação e edição de partituras, bem como, em um primeiro momento, da gravação das obras de doze compositores eruditos brasileiros pela orquestra sinfônica de São Paulo (Osesp) e as Filarmônicas de Minas Gerais e de Goiás. 

Segundo o chefe da divisão de ações culturais do Departamento Cultural do Itamaraty, Gustavo de Sá, o projeto, que deverá custar entre R$ 700 mil e R$ 1 milhão, será integralmente custeado com recursos do ministério. Não chega a ser um valor muito elevado dada a ousadia do programa, o período do desembolso e a quantidade de recursos humanos que estão sendo mobilizados pela iniciativa.

Mais de 100 obras sinfônicas, algumas inéditas, vão virar CD até 2023. E até lá, muitas delas serão tocadas em salas de concertos no Brasil e no exterior. A ideia é dar visibilidade à escola brasileira de composição e colocá-la no merecido lugar da história da música internacional.

"É um repertório enorme que precisa ser conhecido pela qualidade e até para dar a dimensão da obra desses compositores. A gente preferiu recorrer à música sinfônica, porque é um campo de destaque dos compositores brasileiros e porque é um gênero que apresenta melhor a música para o público que não conhece", disse de Sá.

Seleção musical

A seleção foi feita pelo Departamento Cultural do Itamaraty, com participação da direção artística das orquestras. Os compositores são Alberto Nepomuceno, Carlos Gomes, Heitor Villa-Lobos, Henrique Oswald, Francisco Mignone, Lorenzo Fernandez, Claudio Santoro, Camargo Guarnieri, Guerra-Peixe, José Siqueira, Edino Krieger e Almeida Prado.

"A gente selecionou obras importantes do repertório. Algumas mais conhecidas, outras não. Mas de compositores relevantes e obras que precisavam de um registro", explicou.

A série de 30 CDs está sendo lançada pela Naxos, a maior gravadora de música clássica do mundo. O primeiro, de Nepomuceno, já está no mercado e disponível no Spotify. A ideia é que essas gravações se tornem referências musicais para maestros, concertistas e instrumentistas.

"Tem muita coisa que deixou de ser tocada porque não tem referência. Algumas das obras que estão sedo gravadas foram tocadas apenas uma vez, tem coisas que vão ser estreadas para este projeto. Das 14 sinfonias de Santoro, por exemplo, duas até hoje, não foram estreadas vão ser editadas e gravadas no contexto deste projeto pela primeira vez".

Falta de partituras

Uma das grandes dificuldades para se promover o repertório brasileiro é a falta de partituras para que as obras sejam tocadas. E as sinfônicas são grandes calhamaços caros, que muitas orquestras preferem não comprar. Tampouco têm onde guardar. Na maioria das vezes, são alugadas. 

Desde 2017, em um convênio com a Academia Brasileira de Música, o Itamaraty tem se encarregado de pagar o aluguel e fazer chegarem as partituras aos músicos. E isso, segundo de Sá, estimula a circulação dos nomes dos compositores brasileiros mundo afora.

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