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“Eu sou uma mistura, então minha música é mestiça”, diz violonista pernambucana Fernanda Primo

Por Daniella Franco

A violonista Fernanda Primo é radicada em Paris desde 2005, mas mantém seus laços com o Brasil. Seu primeiro álbum, “Opará”, traz nove faixas com ritmos de seu Estado natal, mesclando o clássico aos carnavais pernambucanos.

O violão é uma história de família na vida de Fernanda Primo. Com o pai, também violonista, a pernambucana acredita que se habituou a ouvir o instrumento desde que estava na barriga da mãe. Na infância, tocar violão era a sua principal brincadeira.

“A minha experiência foi assim: o violão estava sempre em todo lugar”, relembra. Esse é, aliás, o principal conselho de Fernanda Primo a seus alunos na França, deixar o instrumento sempre à mostra. “Ninguém vai tocar um violão que está guardado”, observa.

A professora de violão também é uma exímia estudiosa. Aos 13 anos, iniciou seus estudos no Conservatório Pernambucano de Música. Mais tarde, na Universidade Federal de Pernambuco, obteve a Licenciatura em Música. Na França, deu sequência à sua formação nos conservatórios de Hay-les-Roses e de Aulnay-sous-Bois.

Pouco tempo depois, ao terminar um curso de aperfeiçoamento em violão clássico, decidiu colocar em prática o projeto de seu primeiro álbum. “Opará” nasceu no início deste ano, com composições próprias de Fernanda Primo.

Concretizando esse trabalho, a pernambucana se deu conta de que sua música “é uma mistura”. “Eu não sou clássica. Quando as pessoas me pedem para classificar minha música, eu tenho dificuldade de defini-la porque é uma música mestiça, que mistura todas as minhas experiências”, afirma.

Fernanda Primo tem shows agendados nos meses de julho, agosto e setembro em Recife (PE) e no segundo semestre de 2019 na França. O álbum "Opará" pode ser ouvido no iTunes, Spotify, Deezer e YouTube.

 

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