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Fotógrafo brasileiro expõe em Paris reflexões sobre memória e preservação

Por Patricia Moribe

O fotógrafo, escultor e arte educador Mauro Fainguelernt, do Rio de Janeiro, expõe “Apego ao vivo”, em Paris, de 17 de maio a 19 de junho, no museu da História da Medicina. O artista veio até os estúdios da RFI falar sobre o seu trabalho.

“O Apego ao Vivo” traz duas séries de fotografias, uma sobre os índios Krahô e “Paroles”, um diálogo e reflexão sobre o trabalho das abelhas. Os dois conjuntos são permeados pelas temáticas frequentes utilizadas pelo artista: memória, intervenção do homem, preservação e interação com a natureza.

Busca da preservação

O encontro com os Krahô começou de forma inusitada, relata Fainguelernt. “Vi na TV uma tribo, vestida com roupas térmicas, dentro de um banco de germoplasma [unidades de conservação de material genético], que vem a ser um congelador onde sementes são estocadas. Isso me deixou muito mobilizado de ver uma tribo tentando resgatar sementes que já tinham perdido. E isso ficou na minha memória”.

O encontro com os Krahô se concretizou durante as comemorações dos 500 anos do Brasil, no ano 2000, durante uma visita do fotógrafo ao Museu do Índio, no Rio de Janeiro, que coincidiu com a presença de um grupo da etnia no mesmo local.

Fainguelernt acompanhou os Krahô durante dois dias e propôs a realização de uma série de retratos, refletindo os questionamentos do desmatamento e as ameaças ao futuro da cultura indígena. Desse encontro nasceu a série “Iminências Pardas”, exposta em Paris.

Palavras e abelhas

Já “Paroles” foi uma instalação fotográfica e fílmica em torno das abelhas, realizada no refúgio – residência e espaço de criação – do artista em Galdinópolis, a três horas do Rio de Janeiro. A destruição da natureza e a ameaça à biodiversidade se refletem na concepção artística: palavras são imersas em colmeias e retiradas, com mel e abelhas, para serem fotografadas. O resultado, em fotos e vídeo, estará na exposição parisiense.

Nos passos de Krajcberg

O artista também está desenvolvendo uma tese de doutorado em torno de Frans Krajcberg (1921-2017). “Ele trabalha com os vestígios da natureza, seu trabalho nos remete diretamente à memória do nosso planeta, para os riscos iminentes que estamos vivendo. É um trabalho muito interessante de apropriação dos restos da destruição, ele que sobreviveu à guerra, imigrou para o Brasil e novamente se viu diante de uma destruição. Não a destruição do homem pelo homem, mas da natureza pelo homem”, explica.

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