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Grupo “Trio in Uno” lança álbum “Ipê” em homenagem ao cerrado brasileiro

Por Marcos Lúcio Fernandes

A cidade de Paris reuniu em 2014 três músicos com experiências bem distintas: a saxofonista italiana Giulia Tamanini, o violoncelista paraibano Pablo Schinke e o violonista paulista José Ferreira. Desse encontro nasceu o grupo Trio in Uno, que lança nessa semana o novo álbum “Ipê”, com grandes referências a nomes importantes da música instrumental brasileira contemporânea.

Após o primeiro álbum “Lilas”, referência à cidade da região metropolitana de Paris onde eles moraram, Trio in Uno volta agora com “Ipê”, um disco recheado de riquezas instrumentais da música brasileira. “Temos uma ligação muito forte com o cerrado do Brasil, eu particularmente, que cresci em Goiânia, perto das cachoeiras, onde tem tantos ipês, essas árvores maravilhosas que se destacam com suas flores lindas”, conta José Ferreira, entrevistado pela RFI.

A paisagem do cerrado, com seus numerosos ipês, sempre fez parte do imaginário do trio e foi essencial para a composição desse novo álbum, segundo José Ferreira. Para o músico, a inspiração “surgiu bem naturalmente. Queríamos homenagear o Brasil, tanto com a música quanto com a ilustração, as fotos que foram feitas lá. Tem esse toque nacional. O ipê é uma árvore que representa o Brasil em vários aspectos, com a beleza, a poesia, a ‘musicalidade’ que ela tem.”

Três em um

Entre os homenageados do disco, estão Marco Pereira, Hamilton de Holanda, Heitor Villa-Lobos, Hermeto Pascoal, Guinga, Sergio Assad e Egberto Gismonti. Para José Ferreira, existe uma responsabilidade em reproduzir essas canções de peso, como “Suite Norte Sul Leste Oeste”. “É uma música que já recebeu várias gravações, uma mais linda que a outra, bastante antiga. A gente se inspirou de algumas dessas versões e criamos rapidamente nossa maneira de fazer essa música acontecer no nosso trio”, afirma.

Dentro do “Trio in Uno”, o lema é reler as canções de uma maneira especial, única e inédita. “Tem muito disso, essa química nossa de pegar uma música escrita para violão ou para orquestra ou piano, e readaptar tudo isso nos nossos instrumentos”, revela José Ferreira.

Veja a entrevista completa:

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