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Valorizar população indígena é o caminho para a preservação da Amazônia, diz historiador americano

Por Stephan Rozenbaum

A RFI conversou com Neil Safier, professor do departamento de História da Brown University, de Providence, nos Estados Unidos, que esteve em Paris a convite da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris. O acadêmico, que fez seu doutorado na Universidade John Hopkins, criou um importante vínculo com o Brasil e passou a estudar a influência europeia na região amazônica no século XVIII.

O primeiro contato de Neil Safier com o Brasil Neil aconteceu há mais de 20 anos. “Estava viajando pelo Chile quando conheci quatro brasileiros que me convidaram para conhecer o Brasil. Optei por aceitar o convite e com isso troquei meu “portunhol” pelo português, foi assim que comecei a me interessar muito pelo Brasil. Principalmente pela conexão do Brasil com a Europa do período colonial e sobretudo do século XVIII”, conta o professor de História.

“Quando eu descobri o Brasil, eu queria encontrar uma forma de conectar os meus interesses na França e no Brasil. Eu descobri um viajante francês, Charles Marie de la Condamine, que foi o primeiro cientista, digamos assim, que desceu o rio Amazonas, em 1743. Desde então, eu tive uma espécie de duplo interesse pela cultura erudita europeia do século XVIII, do Iluminismo, e também pelo desenvolvimento territorial do Brasil e em particular da Amazônia”, explica Safier.

Conhecimento para valorizar a região

Um assunto que raramente aparece em rodas de conversa. O acadêmico reconhece que todos estão principalmente preocupados com o futuro da região. “Mas conhecer a história é fundamental porque isto nos dá a oportunidade de olhar para todas as etapas diferentes do desenvolvimento”, lembra Safier. “Nos dias de hoje estamos observando um desenvolvimento que já começou há muito tempo, com a chegada dos europeus na região amazônica”, explica.

Para o professor, conhecer a fundo o passado da Amazônia faz com que a região passe a ter mais valor. “Nos primeiros relatos dos europeus, descobrimos muitos conhecimentos indígenas sobre a região. Então essa dinâmica histórica valoriza muito mais a importância do conhecimento indígena, a presença antiga desses povos, e também integra muito mais a presença deles nas conversas e nos diálogos de hoje. Eu acho que a história é fundamental para recuperar essas formas de pensar, e inseri-las dentro do diálogo dinâmico de hoje”, afirma Safier.

Futuro incerto

Mas Neil Safier reconhece que é importante olhar para o futuro. “Todos os historiadores têm que lidar com o problema da mudança histórica. Pode parecer até uma desculpa, mas os historiadores são péssimos em prognosticar. Não sabemos o que vai acontecer com o nosso planeta, com a Amazônia”, diz o acadêmico.

“Com certeza, estamos destruindo a Amazônia. A Mata Atlântica já quase desapareceu do Brasil. Nós vamos ter que explicar no futuro o que nós estávamos fazendo enquanto essa parte do nosso planeta sumia. Eu tenho a esperança que reconhecendo a importância de certas regiões, nós poderemos entender como vai ser possível para a espécie humana mudar esse itinerário para um caminho melhor”, conclui Safier.

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