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Mario Caldato Jr., o brasileiro por trás dos hits do Beastie Boys

Por Silvano Mendes

O produtor musical Mario Caldato Jr. está de passagem por Paris, onde faz uma participação no show de Marcelo D2 na sala La Machine du Moulin Rouge, na próxima sexta-feira (5). Discreto e desconhecido do grande público, esse californiano nascido no Brasil colaborou com grandes nomes da música, de Björk a Yoko Ono, passando por Seu Jorge, Marisa Monte e Sérgio Mendes. Mas foi graças à sua parceria de longa data com o trio americano Beastie Boys que ele ganhou fama mundial e descobriu seu próprio país. 

Quando se pesquisa o nome de Caldato na internet, a primeira coisa que aparece é sua parceria com os Beastie Boys. Ele se encontrou com o grupo de hip-hop nos anos 1980 e fez a produção musical de alguns dos principais trabalhos do trio, ajudando a criar o som que marcou uma geração. A colaboração começou com “Paul’s Boutique”, o segundo álbum do grupo, e continuou com “Check Your Head”, “Ill Communication” e “Hello Nasty”, os principais discos dos nova-iorquinos.

“Foi um sonho trabalhar com esses caras”, relata o produtor. E a recíproca parece ser verdadeira pois, segundo a lenda, confirmada pelos Beasties em uma biografia publicada em 2018, a música “Sabotage”, um dos principais sucessos do grupo, foi uma homenagem ao brasileiro.

Sérgio Mendes foi um dos primeiros contatos com música brasileira

O produtor nasceu em São Paulo, mas aos dois anos de idade se mudou com a família para os Estados Unidos, onde começou sua carreira musical, nos anos 1980. Mesmo se o português era a língua falada em casa, nunca aprendeu a ler ou escrever no idioma dos pais e o pouco contato que tinha com a música brasileira eram os discos de Sérgio Mendes, que fazia sucesso nos Estados Unidos. Além de algumas relíquias sonoras levadas pelos familiares de passagem.

O contato com a música brasileira só veio de verdade aos 30 anos. “Eu conheci meu país apenas quando fui em turnê com os Besties”, conta o produtor, que começou sua formação tardia nas lojas de discos que encontrou pelo caminho em sua primeira estadia no Rio de Janeiro. “Alguns amigos me diziam para escutar Jorge Ben, Caetano, Gil...”, se lembra Caldato. Desde então, não apenas passou a colecionar álbuns brasileiros, como multiplicou colaborações com artistas de seu país de origem. “É uma outra temperatura, um outro calor, carinho e ritmo”, compara.

O primeiro brasileiro com quem trabalhou foi Marcelo D2, em uma parceria que também se tornou uma amizade. Depois vieram nomes como Nação Zumbi, Vanessa da Mata, Chico César, Ana Carolina, entre outros. Atualmente o produtor trabalha novamente com Seu Jorge, preparando um álbum previsto para 2020. Segundo Caldato, o público vai conhecer um novo lado do cantor. “É um disco orquestrado, mais sofisticado. Uma bela obra”. Os fãs aguardam.  

Assista a entrevista completa no vídeo abaixo.

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