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Documentário da franco-brasileira Véronique Ballot revisita primeiro encontro entre índios e brancos no Brasil

Por Márcia Bechara

O primeiro encontro entre brancos e índios Metuktire, da nação Kayapó, ocorreu no estado de Mato Grosso, no Brasil, em 1953. O repórter fotográfico Henri Ballot, da revista "O Cruzeiro", esteve lá e participou da Expedição Xingu, acompanhando os irmãos Villas-Boas, pioneiros no contato com os índios brasileiros. O RFI Convida nesta quinta-feira (5) a cineasta franco-brasileira Véronique Ballot, sua filha, que resgata essa grande aventura, dando voz à comunidade indígena, no documentário "La deuxième rencontre", "O segundo encontro", que será lançado nesta sexta-feira (6) no cinema Brady, em Paris.

*Para ver a entrevista na íntegra, clique no vídeo abaixo

Memória, documento ou herança? Segundo a cineasta Véronique Ballot, um pouco de tudo isso motivou a realização do documentário "O segundo encontro". "Quando herdei o arquivo fotográfico de meu pai o que me chamou a atenção foram justamente essas imagens indígenas, que são tão desconhecidas da gente, longe da nossa cultura urbana", diz.

"De 1952 a 1957, a revista Cruzeiro acompanhou esses primeiros contatos com outras tribos também, não só com os Metuktire, mas com outros grupos da nação Kayapó. E havia as divergências da abrodagem dos irmãos Villas-Boas com o governo de Getúlio Vargas que, mesmo tendo sido eleito democraticamente, enfatizou o nacionalismo da época e quis conhecer as 'terras do interior', tinha que colonizar essas terras, onde estavam os índios", lembra a diretora do documentário.

"Quis fazer esse filme pela população indígena, pela sensibilidade dessa população, que eu queria conhecer melhor, pois só a conhecia através das fotos, além de rever os sobreviventes e também seus descendentes para dar a palavra a eles de como foi esse primeiro contato", diz Ballot.

"Até então era o branco que contava, de maneira espetacular, como foi esse primeiro contato", diz. "Dar a palavra a eles, e mostrar as fotos, para que eles possam reconhecer seus familiares. E foi também uma homenagem ao trabalho artístico e fotográfico de meu pai", afirma.

A diretora conta que o reencontro com os índios foi emocionante. "Trazia na minha mala um período histórico. Reconheci uma população realmente batalhadora, que luta pelos seus direitos", avalia. "Os índios se sentem ameaçados. O parque indígena Xingu está sendo invadido pelas fazendas. Acho que a viagem do Raoni, que ele faz agora na Europa, é para pedir subvenção para poder barrar a entrada nas fronteiras do parque, para que não tenha essa invasão dos fazendeiros", analisa a cineasta.

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