rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
RFI CONVIDA
rss itunes

Maestro Jorge Antunes tem estreia europeia de sua ópera Olga

Por Lúcia Müzell

O maestro e compositor Jorge Antunes teve estreia europeia da sua ópera Olga, de 2006. Três apresentações ocorreram na Polônia, na Ópera Baltycka, de Gdansk, e outras cinco estão previstas até março.

Antunes, considerado o pai da música eletrônica no Brasil, nos anos 1960, também passa por Paris, onde participa do Festival En Chair et En Son, em Issy-Les-Moulineaux, ao sul da capital. O artista traz uma obra inédita, possível graças à proposta inusitada do evento: músicos e dançarinos que não se conheciam “se escolhem” e realizam uma performance conjunta, efêmera.

Na viagem, o maestro ainda recebeu uma boa notícia: ganhou o prêmio Icatu des Arts 2020, da Cité des Arts, da capital francesa, onde pretende finalizar sua nova ópera, sobre a história da imperatriz Leopoldina. A expectativa é de que o projeto possa estrear em 2022, durante as comemorações do bicentenário da independência do Brasil.

“É uma figura importantíssima da independência do Brasil. Os historiadores são unânimes em dizer que José Bonifácio e ela foram os grandes mentores da independência e fizeram a cabeça de Dom Pedro I, que era muito doido, mulherengo e desorganizado”, conta Antunes.

Política é “preocupação permanente”

A ópera Olga também homenageia outra figura feminina, Olga Benário. O trabalho de Antunes é permeado por influências políticas, como na composição da Sinfonia dos Direitos, de 2017. A obra incluía buzinas, se opunha às reformas do ex-presidente Michel Temer e pedia a realização de novas eleições.

Agora, ele diz não ter um novo projeto específico que envolva a política – mas comenta que, de alguma forma, seus posicionamentos acabam aparecendo no seu trabalho.

“É permanente, essa minha preocupação. É muito difícil ficar alheio desse momento que o Brasil e o mundo vivem”, afirma. “Isso é algo permanente na minha cabeça e é difícil fazer música pura, para mim".

Confira abaixo a íntegra da entrevista em vídeo

Museu Internacional da Mulher será inaugurado em Portugal com curadora brasileira

Comitiva de indígenas brasileiros na Europa reforça campanha contra acordo UE-Mercosul

Claudia Jaguaribe lança livros de fotografia sobre mulheres e meio ambiente em Paris

“Atualidade política e social do Brasil me inspirou”, diz Flávia Coelho sobre disco DNA

“Leiam escritores brasileiros vivos!”, pede Fred Di Giacomo, finalista do Prêmio SP de Literatura

Mestre da Arte Óptica, Marcos Marin expõe em Paris obras de Neymar e Santos Dumont

Curador expõe fotógrafos brasileiros da nova coleção da Biblioteca Nacional da França em "Terra Brasilis"

Palcos europeus recebem pela primeira vez a música-poesia de Arthur Nogueira

Revelação do violão brasileiro, João Camarero leva sofisticação do choro a plateias europeias

Do interior do Amazonas a digital influencer premiada em Mônaco: a história de Cacau Sitruk

Duo franco-brasileiro lança disco que mistura “Trem das Onze” e Erik Satie

“Meu trabalho é pela pacificação”, diz pintora brasileira que expõe em Paris

Luiza Brunet diz que “toda mulher é feminista”: “apanhar aos 50 foi gota d’água”

Feira de Frankfurt: “Brasil é o país das impossibilidades”, diz Luiz Ruffato

“Se não tomarmos cuidado, fotografo um mundo em extinção”, diz Sebastião Salgado em Frankfurt

Barbara Paz: Documentário premiado em Veneza é seu “filho-filme” com Babenco

Conferência Internacional [SSEX BBOX] em Paris tem Jean Wyllys e Lea T na programação