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Doença Medicamentos indústria farmacêutica

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EUA autoriza tratamento experimental contra esclerose lateral amiotrófica

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O físico e cientista Stephen Hawking enfrenta a doença desde os 21 anos. REUTERS/Neil Hall

A empresa farmacêutica AB Science anunciou nesta segunda-feira (11) ter obtido a aprovação da Food and Drug Administration (FDA), a agência americana para medicamentos, para o uso compassivo em um único paciente de seu medicamento contra a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).


Chamada de doença de Lou Gehrig ou de Charcot, a ELA é uma enfermidade neurodegenerativa que afeta os neurônios motores, as células do sistema nervoso central que controlam os movimentos voluntários. A doença paralisa os músculos do corpo sem atingir as funções cerebrais. O físico britânico Stephen Hawking sofre com um dos tipos da enfermidade desde os 21 anos.

O medicamento desenvolvido pela AB Science é experimental, baseado na molécula masitinib, e será aplicado em um paciente. “A FDA recebeu a primeira demanda de uso nominativo a título compassivo do masitinib em ELA e aceitou o pedido, com base nos resultados da análise provisória do estudo em fase 2/3”, afirmou o comunicado da agência americana.

100 mil pessoas afetadas

O uso compassivo significa que envolve um medicamento experimental, aplicado fora dos testes clínicos, para tratar um paciente sofrendo de uma doença grave ou potencialmente fatal, ou ainda uma doença para a qual não existem outros tratamentos alternativos satisfatórios.

A Esclerose Lateral Amiotrófica afeta cerca de 100 mil pessoas no mundo todo, sendo 30 mil apenas nos Estados Unidos. Sua origem ainda é desconhecida. Cerca de 90% dos pacientes atingidos pela ELA morrem dentro de 10 anos.

A AB Science conduz atualmente estudos de fase 3 para o masitinib, com indicação para 12 doenças, entre elas o câncer, doenças neurológicas e inflamatórias como esclerose múltipla.