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"População trans ainda é muito estigmatizada", diz Inês Dourado, especialista em HIV

A saúde das pessoas trans foi um dos destaques da 9ª Conferência Internacional em Ciência do HIV, que aconteceu em Paris, de 23 a 26 de julho, reunindo mais de seis mil especialistas para discutir o avanço da epidemia de Aids no mundo.

Inês Dourado, médica, pesquisadora e professora universitária da Universidade Federal da Bahia (UFBA), participou do evento para falar sobre a importância da adoção do PrEP por pessoas trans. "Essa população tem uma carga de HIV elevada, já comprovada por vários estudos, por isso ela deve ser incorporada não só em programas de pesquisas, como governamentais para o uso da profilaxia pré-exposição ao vírus”, diz a especialista.

PrEp oferece proteção altíssima

“É uma medicação para se evitar uma infecção, para proteger as mulheres trans, além de evitar cerca de 90% dos casos de contaminação", explica a mécica. "Temos evidências, a partir dos vários estudos já realizados em vários lugares do mundo, inclusive no Brasil, que se a pessoa usar o tratamento adequadamente, a proteção é altíssima, de até 98%”, conta Inês Dourado.

Em relação ao intercâmbio de ideias e conclusões com outros especialistas do mundo durante o IAS2017, ela chega à conclusão que o Brasil tem uma prática avançada na luta contra a Aids, uma vez que vai incorporar as PrEp no serviço público de saúde, “com acesso universal, tanto para as mulheres trans como para algumas populações de homens que fazem sexo com homens, segundo algumas diretivas da Organização Mundial de Saúde”.

Inês Dourado destaca ainda o grande estigma e discriminação sofridos pela população trans no Brasil e insiste na importância de se trabalhar contra “barreiras estruturais e de acesso ao serviço de saúde e de questões de todas as ordens, incluindo sociais e econômicas”.

Ouça a entrevista completa de Inês Dourado clicando no vídeo abaixo:

 

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