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Depressão Educação OCDE

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Pessoas mais instruídas sofrem menos depressão, diz estudo

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Pesquisa mostra que pessoas que estudam mais durante a vida lidam melhor com as manifestações físicas da depressão e da demência. Pixabay

O risco de depressão é menor entre as pessoas com nível mais alto de instrução, aponta o informe anual da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) sobre a educação.


Segundo o relatório, indivíduos com mais diplomas têm melhores oportunidades de trabalho, o que "reduz a ansiedade". As pessoas com mais instrução têm "uma taxa de mortalidade menor e uma expectativa de vida mais alta", destaca o informe "Panorama da Educação 2017" da OCDE, publicado nesta terça-feira (12).

As conclusões se baseiam em uma pesquisa realizada em 2014 em vários países europeus, cujos resultados foram publicados este ano. Nesses países, 8% das pessoas com idades entre 25 e 64 anos afirmam ter sofrido depressão nos últimos 12 meses. E "a incidência da depressão declarada pelos interessados varia sensivelmente em função do nível de formação".

Em média, o percentual de pessoas com depressão é duas vezes maior entre os adultos sem diplomas do equivalente à segunda metade do ensino médio (12%). "O percentual de adultos que afirmam sofrer depressão diminui sucessivamente em função do nível de formação", afirma o estudo.

A educação "contribui para o desenvolvimento de uma série de habilidades", mas essas não têm o mesmo impacto sobre a depressão, diz o informe. "A construção de habilidades sociais e emocionais, como a autoestima, tem mais impacto do que a aquisição" de competências matemáticas, ou literárias.

Depressão afeta mais mulheres

A pesquisa mostra que o percentual de mulheres que declaram sofrer depressão é superior ao dos homens, mas "diminui de forma mais forte do que o dos homens em função do nível de formação".

Embora a depressão tenha múltiplas causas, seu risco aumenta com o desemprego, ou a inatividade, duas situações que podem levar à solidão e a problemas financeiros.

"Aumentar o nível de capacitação dá às pessoas ferramentas melhores para lidar com este fator de risco", conclui a OCDE.

(com informações da AFP)