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Descoberta de genes que controlam ritmo biológico ganha Nobel de Medicina

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Os pesquisadores americanos Jeffrey C. Hall, Michael Rosbash e Michael W. Young TT News Agency/Jonas Ekstromer

O Prêmio Nobel de Medicina de 2017 foi atribuído nesta segunda-feira (2) aos americanos Jeffrey C. Hall, Michael Rosbash e Michael W. Young, pelas pesquisas envolvendo o relógio biológico do organismo.


Segundo o anúncio feito pela Assembleia Nobel do Instituto Karolinska, divulgado pela academia sueca, os três cientistas foram recompensados por suas "descobertas sobre os mecanismos moleculares que regulam o ritmo circadiano", um ciclo de 24 horas que permite aos seres vivos se adaptarem aos diferentes momentos do dia e da noite.

O ritmo circadiano regula a necessidade de sono e de alimentos, adaptando a pressão arterial e a temperatura corporal. O trio conseguiu "entrar em nosso relógio biológico e esclarecer seu funcionamento interno. Suas descobertas explicam como as plantas, os animais e os seres humanos adaptam seu ritmo biológico para sincronizá-lo com as mudanças na Terra", explicou o júri.

Gene produz proteína que se desintegra de dia

A partir da observação das moscas, os premiados isolaram um gene que controla o ritmo biológico. Eles demonstraram que este gene codifica uma proteína que se acumula na célula durante a noite e se desintegra durante o dia. Em 1994, um segundo gene foi identificado. Os relógios biológicos são governados pelos mesmos princípios nos organismos multicelulares, como o humano.

Pesquisas realizadas com profissionais que trabalham à noite por longos períodos mostraram que o papel desse mecanismo regulatório é fundamental na esperança de vida e tem um impacto direto na saúde.

Em 2016, o Nobel de Medicina foi atribuído ao japonês Yoshinori Ohsumi por suas pesquisas sobre a autofagia, cruciais para entender como as células se renovam e a resposta do corpo à fome e às infecções. O valor do Prêmio Nobel deste ano é de 9 milhões de coroas suecas (US$ 1,1 milhão).